08/11/07 – MST ocupa e depreda ferrovia da Vale no Pará.
Brasil, Desgoverno, MST, Opinião, Política
Pela segunda vez em 30 dias, a ferrovia de Carajás, no sudeste do Pará, foi invadida e ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Armados de picaretas, foices e facões os invasores bloquearam a saída de trens do pátio ferroviário próximo à estação de Paraupebas, depredando duas locomotivas da Vale do Rio Doce e mantendo 4 funcionários da Vale como reféns.
A irresponsabilidade do governo perdeu limites, pois este tem incentivado e financiado o MST, que a cada ato se torna mais audacioso e criminoso.
De forma pouco clara e indiretamente, a título de fomento de programas educativos e sustento, o governo tem feito repasses anuais ao MST, fundações e ONGs ou outras entidades ligadas ao movimento. São valores que variam de R$ 10 milhões a R$ 30 milhões por ano.
Na prática é com esse dinheiro que o MST financia, entre outras atividades, as operações de invasões que demandam material, combustível, alimento e toda uma logística que sem dinheiro seria inviável.
Por absurdo que pareça, também é com essa verba que o MST mantém escolas e acampamento para treinamento e doutrina onde se ensina técnicas de saque, invasão e ocupação de terras.
Aparentemente existe um código penal especial para o MST, pois seus saques, depredações, roubos, ameaças, seqüestros, entre outras barbaridades, que a luz do Código Penal Brasileiro são crimes, não são punidos ou reprimidos pelo governo.
É inadmissível que uma organização saqueie e deprede livremente e que todos sejam tratados como coitadinhos.
O MST sempre foi o braço revolucionário do Partido dos Trabalhadores. Mas agora, declaradamente abandonou a bandeira da reforma agrária e se tornou um movimento político revolucionário ilegal.
Existe um documento que circula nas escolas do MST, sustentadas pelo governo e cujo título é “Cartilha do MST”. Lá está escrito:
Documento 1: “Objetivos do MST”
O MST lutará para:
- derrotar o capitalismo;
- enfrentar e derrotar diretamente o Estado;
- enfrentar e derrotar o modelo econômico vigente;
- deixar de ser sem terra. Tornar-se “lutador do povo”
- ocupar novos espaços no cenário da luta de classes;
- lutar pela reforma agrária não mais por razões econômicas, mas sim por razões políticas e ideológicas.
Documento 2: “Levante-se, vamos à luta.” 07/2007.
Os “principais inimigos” que o MST precisa “enfrentar e derrotar” são:
- os latifundiários e grandes proprietários de terras;
- o complexo agroindustrial multinacional;
- o modelo tecnológico vigente.
Fonte: Centro de Documentação e Memória (CEDEM) da Universidade Estadual Paulista (UNESP) – Praça da Sé, 108. SP
O segundo objetivo do MST conspira inclusive contra o Estado Brasileiro e viola a Constituição.
A hora de botar um basta já passou. O MST passou a ser uma organização criminosa, se declara como tal e assim tem que ser tratada. Os dirigentes e suas quadrilhas de fora da lei devem ser julgados a luz do código Penal Brasileiro e condenados à prisão. Além disso, devem ser condenados a arcar com os prejuízos decorrentes da depredação e dos saques.
A continuidade dessa política permissiva e da conivência governamental com crimes só traz prejuízos ao país e à sociedade.
De um lado temos um movimento criminoso sustentado pelo governo com verbas federais, apoiado pelo retrógrado Hugo Chavés e pelas Farcs. Do outro, cidadãos de bem e empresas cada vez mais acuados pela inversão de valores promovida pelo governo.
Em breve teremos mortes, pois é legítimo o emprego da violência para autodefesa e defesa da propriedade. Essa é a lei que vige.
Na realidade é precisamente isso que MST e governo estão cavando. Mortes e mártires para a causa.
O que todos estão esquecendo é que o problema já ganhou uma dimensão tal, que perdeu o controle. Restabelecer a ordem nesse momento já é difícil e com toda certeza trará morte, provavelmente para inocentes. Mas a continuidade da permissividade e até a criminosa conivência do governo com o movimento, poderá levar essa organização a expandir seus domínios para não só atuar no campo, mas também nos centros urbanos.
Aí teremos mais uma crise de dimensão nacional, pois é fácil imaginar que tipo de aliança uma organização criminosa nos atuais moldes do MST buscará nos morros e favelas dos centros urbanos.
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