11/11/07 – Forças Armadas em processo de sucateamento há décadas.
Brasil, Opinião, PolÃtica, Segurança Nacional
Desde o fim do governo militar em 15 de janeiro de 1985, as Forças Armadas vêm sofrendo um perverso e progressivo desmanche.
Sucessivos governos têm agido de forma revanchista e irresponsável, rebaixado às Forças Armadas ao status de prioridade irrelevante.
Esta é uma visão tacanha, mesquinha e muito perigosa do problema. As Forças Armadas, constituÃdas por Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira são instituições nacionais tradicionais, fundamentais para defesa do Brasil e salvaguarda de interesses brasileiros.
Ao longo da historia brasileira, as três armas talvez sejam as instituições que mais serviços relevantes prestaram à Nação.
Se passamos por uma experiência de um governo militar dolorosa para alguns, é preciso lembrar a bem da verdade, como se deu esse processo. Vários segmentos da sociedade brasileira apoiaram e incentivaram as Forças Armadas a tomarem o poder.
O paÃs vivia dias incertos com comÃcios e greves, e em Minas e São Paulo só não eclodiu uma guerra civil pelo fato do exército ter colocado tropas nas ruas.
As forças de oposição também não eram democráticas nem constitucionalistas, muito pelo contrário, pretendiam iniciar uma guerra revolucionária para instalar no Brasil um regime comunista. Atuavam à margem de lei praticando crimes e guerrilha.
Ao contrário do que querem nos fazer crer, a iniciativa do uso da violência partiu da esquerda.
Os remanescentes daquela esquerda, hoje se fazem de vÃtimas e tentam a todo custo transformar em história do Brasil a versão de terem lutado pela liberdade e contra o Regime Militar como uma reação à opressão.
É uma farsa. Muito antes dos militares assumirem o poder, Carlos Marighella em 1952 e pouco depois a cúpula revolucionária da esquerda, já estavam em academias militares na China e em Cuba sendo treinados para intentarem um golpe comunista no Brasil.
Especular quanto ao futuro do pretérito é um exercÃcio difÃcil e de resultado duvidoso. Mas sempre fica a dúvida. O que teria acontecido se o paÃs tivesse mergulhado num regime comunista. SerÃamos uma gigantesca Cuba? Ou uma esfacelada União Soviética? Ou ainda uma China que ainda mata opositores do regime?
Felizmente tudo isso é especulação, pois os militares impediram um golpe comunista no Brasil.
Como qualquer governo que se perpetua no poder por perÃodos prolongados, a experiência brasileira de um governo militar sofreu um processo de desgaste.
Além disso, como a toda ação corresponde uma reação, alguns militares cometeram excessos.
Porém a má conduta individual não pode ser motivo para uma retaliação tão prolongada contra instituições que certamente já provaram seu valor e continuam fieis à República e aos princÃpios constitucionais.
A prevalecer o pensamento tão tortuoso, o Congresso já deveria ter sido extirpado da estrutura polÃtica do paÃs. É evidente que essa não é a solução. A instituição não pode ser castigada pela improbidade daqueles que transitoriamente a representam mal e fazem mau uso do poder.
O mesmo ocorre com as Forças Armadas. Houve excessos, é inquestionável. Tanto de militares como daqueles que pretendiam dar um golpe comunista. A única diferença é que militares, na condição de representantes do Estado não poderiam ter se igualado a terroristas.
Para por um fim a esse perÃodo da história brasileira, foi declarada uma anistia. Que deveria valer tanto para terrorista e criminosos, como para militares que cometeram excessos.
Hoje, mais de 20 anos depois do fim do regime autoritário, poucos dos militares que tiveram participação relevante no processo sequer estão vivos.
Contudo, as instituições continuam sendo retalhadas, como se aqueles que hoje galgaram o poder, quisessem se vingar de instituições que no passado barraram um ato ilegal.
Esse revanchismo, fruto de mágoas pessoais e pequenez, não pode afetar as instituições. O sucateamento das Forças Armadas é lesivo aos interesses nacionais. Esse deveria ser o norte daqueles que por força do dever devem zelar pelo paÃs. Temos fronteira, espaço aéreo, mar territorial e uma rica Zona Econômica Exclusiva - ZEE a vigiar.
Além disso, as Forças Armadas têm desempenhado um papel social de altÃssima relevância nos rincões mais distantes do paÃs. É pelas Forças Armadas que o Estado se faz presente na Amazônia, levando saúde, segurança e integração.
Desmontar ou sucatear as Forças Armadas representa negligenciar na vigilância e defesa de nossos mais elevados interesses, deixando-nos vulneráveis e tornando-nos presas atraentes para aventureiros.
Mesmo que fossemos 100% operacionais, as Forças Armadas brasileiras têm um porte incompatÃvel com nossas necessidades. Mas a situação é particularmente grave pelo fato do já reduzido material bélico estar obsoleto ou sem condições de operar.
Em números resumidos, 53% dos veÃculos blindados estão sem condições de operar. A frota naval vem sendo reduzida ano a ano. Em operação existem 5 submarinos, 22 navios patrulha, 12 fragatas e corvetas e 5 Navios-Patrulha Fluviais. Praticamente todos necessitando de modernização. Na aeronáutica das 719 aeronaves apenas 267 são operacionais. Na prática nossa defesa é precária e o poder de dissuasão se resume a extensão territorial e capacidade de mobilização.
Além disso, o projeto do submarino nuclear que é uma arma fundamental para a defesa do paÃs com as caracterÃsticas do Brasil está praticamente parado.
Já tivemos uma indústria de material bélico que hoje por uma estratégia equivocada inexiste.
Na realidade as Forças Armadas precisam de muito mais do que um simples reaparelhamento.
O paÃs precisa de uma PolÃtica de Defesa Nacional que considere inclusive a reconstrução da indústria bélica brasileira.
Com a palavra aqueles que estão trabalhando no orçamento de 2008 e o ministro da Defesa.
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07 de novembro de 2008 Ã s 10:06
O fato é que os polÃticos tem verdadeiro nojo dos militares.
Os polÃticos pilham o Brasil mas, nunca se esquecem de roubar também os militares.
O "caça" mais novo da FAB tem 27 anos de uso.
O "blindado" mais novo do exército brasileiro tem 35 anos de uso.
A Marinha devia pagar IPTU pois, seus navios vivem no porto, sem sequer combustÃvel para saÃrem ao mar.