16/11/07 – OPEP ignora mercado e estimula a alta do petróleo.
Brasil, Economia, Energia, Futuro, Internacional, Meio Ambiente, Opinião, PolÃtica
O preço do petróleo vem batendo sucessivos recordes históricos.
Daqui pra frente precisamos nos acostumar a idéia. Mesmo sofrendo pequenas oscilações, a grande tendência do preço do petróleo é de uma alta contÃnua. A razão é simples. Estamos diante de um recurso fundamental para a civilização humana, porém limitado e cada vez mais escasso.
Atualmente os especialistas discutem se o pico de produção mundial do petróleo já foi atingido ou se acontecerá até 2010. Os otimistas acreditam que será um pouco mais tarde.
Teoricamente atingir o pico, representa o inÃcio da curva de declÃnio da produção de petróleo.
Num poço, uma vez atingido esse pico, a produção entra no ramo decadente e a vazão de extração de petróleo vai decaindo até que o poço seja exaurido.
Entretanto, é possÃvel manter a vazão de pico através da pressurização do poço. Nesse caso, a vazão de pico se mantém por um perÃodo maior e a decadência da produção se dá de forma abrupta.
Atualmente, em termos globais, para atender a demanda, muitos dos maiores poços do mundo já estão sendo pressurizados. Ou seja, já passaram do pico de produção.
Além do petróleo convencional, existem outros hidrocarbonetos cuja extração e refino atualmente são mais caros. Num futuro próximo dependendo da cotação do petróleo convencional, será interessante explorar o petróleo pesado e o xisto betuminoso.
Contudo, talvez tenhamos petróleo para mais 40 anos e gás para 60 anos, mesmo considerando as reservas a descobrir.
O único hidrocarboneto mais abundante é o carvão mineral. Entretanto este é altamente poluente e demandaria a construção de uma logÃstica em dimensão global, pois transportar óleo e gás é viável e relativamente barato em dutos. Já o carvão demandaria outros meios ou construção de refinarias próximas à s jazidas para destilação do carvão e produção de derivados transportáveis por dutos.
Seja como for, em termos de humanidade, 40 ou 60 anos é um horizonte muito próximo e alarmante para uma civilização que foi construÃda e é movida a hidrocarbonetos.
Atualmente, já vivemos uma escassez com desequilÃbrio entre oferta e demanda.
Existem dúvidas quanto à origem desse desequilÃbrio que pode estar ligado a diversos fatores.
Os mais prováveis são:
- incapacidade técnica de aumentar a produção;
- declÃnio da capacidade produtiva de grandes poços;
- forçar uma alta do preço;
- evitar o colapso do dólar americano.
Não importa na prática qual a origem do problema. O fato é que estamos diante de um recurso escasso, sem o qual a civilização humana praticamente retroage 100 anos, se não existir um substituto.
Estamos longe de poder substituir o petróleo e o gás. Tecnologias e combustÃveis alternativos existem, mas as quantidades disponÃveis são pÃfias em relação à demanda ou o custo é inviável.
Diante do quadro que já se delineou, o Brasil deveria estar investindo maciçamente em pesquisa para viabilizar novas fontes de energia que progressivamente substituam o petróleo e do gás. O cronograma já está estourado, pois esse programa já deveria ter sido implantado.
Se tal não for feito, é certo que enfrentaremos graves problemas, mesmo com a descoberta de poços como esse recentemente descoberto e em fase de avaliação.
Ainda que sejamos auto-suficientes, o que não se dará por muito tempo, o preço do petróleo e do gás tornarão esses recursos extremamente onerosos para o consumidor, praticamente inviabilizando a manutenção da qualidade de vida atingida nas últimas décadas. Além do precó que tende a crescer, vivemos uma crise ambiental de ambito global, que tem estreita relação com a queima de hidro-carbonetos.
Urge que se faça um esforço global para substituir o petróleo e o gás por fontes renováveis, não poluentes e emonso impactantes no efeito estufa.
A inércia das autoridades globais e o baixo incentivo à pesquisas ligadas à fontes alternativas, podem nos levar a um crise global sem precedentes.
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