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17/11/07 – Segurança Nacional não se resume a um submarino nuclear.

Em 17 de November de 2007 às 8:15 | por Bruno Engert Rizzo | 148 leitura(s)
Brasil, Opinião, Segurança Nacional

O Brasil precisa desenvolver uma Política de Defesa e reaparelhar as Forças Armadas.

Até aí não há novidade, pois as Forças Armadas vêm sendo sucateadas há décadas e nunca se desenvolveu um planejamento consistente para implantação de uma Política de Defesa Nacional.

Novidade é o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, de forma simplória resumir tudo isso a um submarino nuclear para defender um poço de petróleo de um eventual ataque terrorista.

A bem da verdade, o Programa Nuclear Brasileiro, há décadas vem sofrendo cortes orçamentários e restrições cada vez maiores. Especificamente o projeto do submarino nuclear, só não foi desativado pelo esforço de abnegados oficias da Marinha Brasileira que talvez tenham se imposto como missão de vida levar adiante o projeto, independente das dificuldades impostas por governos irresponsáveis.

Mas o submarino nuclear é dos itens fundamentais da estratégia de defesa do país e Política de Defesa Nacional vai muito além da estratégia de defesa.

A estratégia é o planejamento desenvolvido com base em estudos prospectivos para enfrentar situações diversas. Visa identificar os meios necessários e seu emprego frente às diversas hipóteses.

A Política de Defesa é o planejamento de longo prazo que permite estruturar o sistema para viabilizar a estratégia de defesa ao longo do tempo. A Política de Defesa é tão complexa que engloba mobilização, logística, produção independente de material bélico e aparelhamento das Forças Armadas, entre outros aspectos. Tudo precisa ser planejado para a hipótese de paz, para a transição da paz para a crise e para a hipótese de conflito propriamente dito.

Estradas, transporte aéreo, abastecimento e material bélico são, portanto, uma parte ínfima do planejamento de defesa. Se em tempo de paz estão cronicamente inoperantes, o que acontecerá numa eventual necessidade?

Lamentavelmente no Brasil não existe planejamento de longo prazo. Estamos sempre administrando crises e capitalizando dividendos virtuais.

A “recente” descoberta do poço de Tupi está sendo explorada politicamente por Lula, por seu estafe, e pelo Ministro da Defesa, que de forma oportunista vêm transformando o evento em elixir para todas as mazelas do país.

Assim vivemos uma crise energética e o poço de Tupi que nem operacional é, se transformou na grande solução para tudo.

As Forças Armadas que foram sucateadas por décadas agora terão todos os probelmas resolvidos e a soluçào se resume a um submarino nuclear que defenderá o poço de petróleo de Tupi contra ataques terroristas. Talvez um pensamento tão simplório fosse aceitável num trabalho escolar do ensino fundamental. Partindo de um ministro, fica a dúvida se é má fé, incompetência, alienação ou uma mistura balanceada dos três.

Enquanto o país for administrado por discursos, oportunismo e políticas públicas medíocres, não teremos saúde pública, segurança pública, educação e muito menos Segurança Nacional.

Esse é o Brasil que precisa mudar a bem do futuro das próximas gerações.

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