19/11/07 – Esbórnia com dinheiro público.
O jornal OGLOBO tem noticiado a gastança imoral que sustenta mordomias palacianas de assessores e outros agregados.
A notÃcia merece destaque, principalmente pelo fato desses gastos terem chegado à cifra de R$ 350 milhões por ano e por serem secretos.
Além dos gastos com mordomias para o presidente e 149 assessores particulares, existe um item que desperta fundamentadas suspeitas da existência de um dreno de dinheiro dos cofres públicos, diretamente para cofres particulares.
Os cartões de crédito idealizados como uma forma prática de realizar pequenas despesas oficiais têm sido distribuÃdos a assessores que os utilizam não só em compras pessoais, como também efetuam saques de dinheiro em espécie.
Somente até outubro 2007 a conta desses cartões de crédito chegou à estratosférica soma de R$ 64.851.365,25.
Além dos mencionados saques de dinheiro que por si são quase uma certeza de desvio de recursos ou uso indevido do dinheiro, existe uma lista interminável de serviços e aquisição de bens que certamente não se destinam ao Palácio do Planalto.
O uso indevido de cartões de crédito corporativos não é novidade. Na gestão passada de Lula, um alto funcionário já foi flagrado utilizando o cartão de crédito funcional para acesso a site de pornografia.
Que um presidente da República deva ser cercado de mordomias e conforto é aceitável. Mas que tenhamos que financiar com R$ 65 milhões a esbórnia de 149 indivÃduos que não são funcionários e que só de salário já sangram os cofres em mais de R$ 10 milhões ao ano, é imoral e precisa acabar.
O presidente Lula vive discursando que ninguém é mais ético do ele e que seu governo é transparente. Aà está uma grande oportunidade de provar o que diz.
Fica a sugestão para uma auditoria desses gastos, transparência nas futuras despesas e imposição de um limite razoável que não transforme essas mordomias numa humilhação ao povo humilde ao qual falta comida, saúde, segurança escola e tudo mais.
Além disso, saques de dinheiro em espécie precisam ser proibidom, pois não há como controlar e fiscalizar.
Com a palavra o Tribunal de Contas da União, a quem cabe fscalizar gastos públicos.
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