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20/11/07 – Brasil ajudará Argentina a sair da crise energética. E quem nos ajudará?

Em 20 de novembro de 2007 às 7:19 | por Bruno Engert Rizzo | 233 leitura(s)
Brasil, Desgoverno, Energia, Internacional, Política

Cada povo tem o governo que merece, ou melhor, que elege.

Aqui o povo elegeu Luiz Inácio Lula da Silva, um torneiro simplório, cujas características são a incapacidade administrativa, o populismo, o fato de nunca saber o que se passa em seu governo e a verborragia que transforma discursos oficiais em peças cômicas, obras de ficção ou libretos de operetas bufas.

O resultado de seis anos desse governo é um Estado completamente aparelhado, uma máquina administrativa inchada e ineficiente e crises que se sucedem ou se sobrepõem.

A infra-estrutura do país está quebrada, a carga tributária espanta investimentos, serviços essenciais não existem e a corrupção campeia livremente nos gabinetes dos escalões superiores do governo.

Na Argentina o povo elegeu Nestor Kirchner e agora elegeu sua esposa, Cristina Kirchner.

Ambos seguem a linha populista e o estilo de Lula de pouco fazer e muito discursar. O resultado é que a Argentina se encontra à portas de uma monumental crise de energia elétrica e de gás.

Agora vem a parte cômica. Diante da crise iminente, Cristina Kirchner veio ao Brasil pedir ajuda e cooperação.

Tudo é surreal. A Argentina está diante de uma crise de energia decorrente da inexistência de um planejamento de curto e médio prazo. O Brasil vive problema semelhante. A diferença é apenas proporcional ao nosso território de dimensão continental.

Contudo o presidente Lula promete ajudar a Argentina inclusive com investimentos na Bolívia.

Se no Brasil não tivemos capacidade de planejar para evitar a crise e nesse momento estamos às voltas com racionamento de gás para não sofrer um outro “apagão elétrico”, de que forma pretende nosso presidente ajudar à Argentina?

Talvez a coisa se resolva no plano virtual com discursos e promessas de parte a parte, sem que seja necessário efetivamente fazer algo.

Se for assim, tanto melhor, pois prometeremos ajuda aos “irmanos” dizendo que a Petrobrás poderá explorar petróleo em águas profundas e talvez descobrir um mega-poço, que se tudo der certo, entrará em operação em 2020.

Podemos também prometer a construção de uma usina hidroelétrica bi-nacional ao custo de U$ 7 bilhões, que se tudo der certo e a obra for iniciada hoje, poderá gerar energia em 2015.

Pelo menos aqui essa receita tem se mostrado satisfatório para grande parte da população que aceita discursos e promessas em troca de soluções palpáveis. Tomara que Kristina Kirchner e o povo argentino se dêem por satisfeitos com nossa prestimosa “ajuda”.

Fica a pergunta: quem nos ajudará de fato, quando gás e energia reais faltarem em nossas casas, indústrias e veículos.

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