14/12/07 – Um favelão chamado Rio.
Brasil, Favela, Futuro, Opinião, Politicas Públicas, Política
Rio, cidade maravilhosa. Das praias, do samba, da cultura, mas cada vez mais, do crime e das favelas.
Sucessivos governos populistas e irresponsáveis têm permitido ou até incentivado a expansão de favelas que não param de crescer.
A expansão tem sido horizontal e vertical.
Não há limites nem restrições. São passíveis de favelização, reservas, áreas tombadas, áreas urbanas nobres, propriedade pública ou privada.
Restrições de gabarito, taxa de ocupação, área “non aedificandi” e outras bobagens, tudo isso só se aplica aos tolos. (Tolos = cidadãos de bem, pagantes de impostos que temem e respeitam a lei.)
Enquanto de um lado o cidadão que respeita as leis é penalizado com restrições as mais adversas e com impostos escorchantes, na favela ao lado, tudo é permitido pela omissão do Poder Público.
O próprio IPTU, é uma aberração, que muitas vezes chega a inviabilizar a manutenção da propriedade de uma geração para outra, principalmente quando o imóvel tem alto valor agregado pelas características construtivas, mas está dentro ou próximo de uma área degrada.
A cada dia a cidade do Rio de Janeiro ganha mais e mais barracos. Todo esse processo é uma agressão moral ao cidadão de bem que paga impostos e respeita a legislação urbana.
Existe uma corrente formada por sociólogos de plantão, que defendem a idéia absurda da favela ser uma espécie de compensação a qual miseráveis teriam direito pelo fato do destino tê-los imposto essa condição. Favelas seriam, portanto, um direito adquirido e devem fazer parte do cenário urbano.
Essa aberração vem ganhando corpo com o apoio de caudilhos irresponsáveis, incapazes que são de desenvolverem e implantarem políticas públicas decentes, preferem cabalar votos distribuindo títulos de propriedade, ainda que estes atentem contra o direito de propriedade e todo ordenamento jurídico vigente.
A questão é que favelas são uma agressão ambiental e ao meio urbano, sob todos os aspectos.
Não existe um planejamento viário, o esgoto é precário, cortes e aterros são executados de forma irresponsável, as construções são leigas e todo conjunto torna uma favela o local ideal para que o crime e o ilícito se instalem e proliferem.
O labirinto de vielas, túneis, casas interligadas e tudo mais, formam labirintos e verdadeiras fortalezas, onde criminosos trabalham, resistem à polícia quando lhes convém, ou recuam e desaparecem no melhor estilo guerrilheiro.
Pior ainda, a favelização é responsável pela degradação de áreas urbanizadas e pela desvalorização de patrimônio de cidadãos que respeitam a lei e a ordem urbana.
Por todos esses motivos é inaceitável que favelas continuem proliferando.
O prefeito passou a se utilizar do argumento que a expansão só se dá na vertical, para justificar a não interferência nas favelas.
Nesse sentido cabe contra-argumentar que a expansão horizontal continua acontecendo e é visível. E, ainda que a expansão fosse apenas vertical é tão ilícita quanto a horizontal e deveria ser combatida.
Favelização é um fenômeno mundial. Mas isso não justifica a omissão que fatalmente acelerará a degradação da cidade, que a transformará num grande favelão com ilhas urbanizadas.
É fundamental iniciar um planejamento de longo prazo, para nas próximas décadas erradicar favelas do cenário do Rio de Janeiro e criar habitações decentes em áreas urbanizadas e integradas à cidade.
Felizmente a população está acordando. Já existem moradores de áreas nobres próximas a favelas, que inconformados e antevendo o caos que se aproxima, ameaçam o município com um depósito judicial do IPTU.
Esse é caminho. Que não sejam eles os primeiros e únicos. Talvez assim os governantes comecem a ser mais responsáveis.
Se nada for feito, os centros urbanos se tornarão bairros sitiados por favelas com toda popuação refém do crime e do caos.
Gostou do que leu? Não deixe de assinar nosso RSS feed!
- Leia também:
- 04/01/08 – Regularização de favelas: fomento da desordem.
- 16/04/09 – Um câncer chamado Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.
- 19/01/08 – O despertar da cidadania do carioca.
- 29/05/09 – Todos os caminhos levam à favela.
- 23/12/07 – Natureza ameaçada na Ilha Grande. Mas será apenas lá?
- 24/10/08 – Favelas brasileiras, santuários intocáveis.
- 22/01/11 – Chuvas, o terror se repete. A impunidade se perpetua.
- 24/01/07 – Rio: reforma urbana x desperdício de recursos públicos.
- 23/03/08 – Crime ambiental, crime de omissão e corrupção.
- 22/12/07 – Projeto Crivella: campanha política com recursos públicos.
Enviar por e-Mail
Imprimir




