Navegação » Principal / 16/12/07 – Ébola, terrorismo e humanidade.

| Assinar RSS

16/12/07 – Ébola, terrorismo e humanidade.

Em 16 de dezembro de 2007 às 12:33 | por Bruno Engert Rizzo | 796 leitura(s)
Brasil, Defesa Civil, Opinião

Mais uma epidemia de Ébola eclodiu e já matou 32 pessoas e infectou outras 120 em Bundiburgyo, Uganda, na África.

Não fosse o Ébola um vírus tão letal e de uma morte tão pavorosa, a questão poderia ser tratada apenas como uma epidemia local.

Contudo, esse virus tem características que num mundo atual representam um risco muito elevado de desastre humanitário de proporções inimagináveis.

O contágio se dá pelo contato direto com secreções e sangue infectados e a letalidade varia de 50% a 90% dependendo da estirpe do vírus.

O mundo vive hoje uma situação caótica de conflitos assimétricos nos quais grandes potências militares e grupos étnicos e terroristas, estão em campos opostos.

Esse é o grande risco que põe em cheque o mundo todo. Mesmo países que se mantém neutros em relação ao jogo de interesses desses contendores estão sob ameaça.

Os conflitos são travados principalmente no campo da inteligência e vez por outra em forma de atritos, guerrilhas ou atentados.

O vírus Ébola, assim como o Marburg, entre outros, representam alto risco para a humanidade, principalmente se houver um ato planejado para sua disseminação.

Até então o combatente suicida tem sido apenas o vetor de bombas que explodem em centros urbanos, alvos selecionados ou áreas de aglomeração de público.

Nada impede que o suicida seja vetor de um vírus como o Ébola e dentro de um avião com escala em algum grande aeroporto com conexões para o país alvo, espalhe fluido contaminado.

O atentado com um agente infectante preenche todos os requisitos desejados pelo terrorista. Tem um custo baixo, espalha o terror, impõe prejuízos e danos de grande monta ao inimigo e é difícil de ser rastreado.

Por todos esses aspectos, é fundamental que o incidente de epidemias como essa, seja tratado como uma ameaça global.

As províncias onde foram detectados caos de infecção, deveriam ficar sob toque de recolher e quarentena. A Organização Mundial de Saúde precisa envidar esforços para controlar a epidemia o mais rápido possível. Além disso, é importante que exista um controle rigoroso da queima dos cadáveres.

Além disso, é fundamental que organizações de Defesa Civil tenham protocolos para lidar com uma situação de uma eventual eclosão de epidemia. Devido a necessidade de agir rápido adotando uma série de medias que podem demandar operações envolvendo múltiplos meios, é fundamental que todos os procedimentos tenham sido previamente planejados e que todos os integrantes do sistema de resposta tenham conhecimento do protocolo e de seu papel.

A inexistência de protocolos tornará a resposta a uma eventual epidemia caótica, pois haverá conflitos entre componentes do sistema e muitas das ações de resposta ficarão altamente prejudicadas.

Infelizmente a humanidade tem mostrado que seu lado negro está cada vez mais forte. Enquanto não se construir um mundo mais justo, de tolerância e respeito ao próximo, viveremos sob um permanente estado de ameaça.

Compartilhe ou adicione aos favoritos:
  • Google Bookmarks
  • MySpace
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook


PéssimoNada especialVale a penaMuito bomExcelente (Não classificado ainda)
Loading ... Loading ...

Gostou do que leu? Não deixe de assinar nosso RSS feed!

Deixe um Comentário

Idiomas:

Italiano English Alemo Francs Espanhol