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24/12/07 – Caos aéreo? Onde? Quando? O que é isso?

Em 24 de December de 2007 às 9:47 | por Bruno Engert Rizzo | 129 leitura(s)
Brasil, Desgoverno, Opinião

Mais uma vez as autoridades debocharam do povo.

Desde o início de dezembro o ministro da Defesa, Nelson Jobim vem afirmando que a crise aérea acabou. Pouco antes do feriado voltou a afirmar que tudo estaria tranqüilo, não haveria tumulto e que a crise aérea era página virada.

Afirmou que os usuários de transportes aéreos poderiam sentar e “tomar chimarrão”.

Pelo que está nos jornais e na mídia, faltaram cadeiras, chimarrão, avião e os aeroportos estavam um caos.

Sobraram filas, atrasos, cancelamento de vôos e desrespeito. Ao que tudo indica a única diferença do que ocorreu nesse final de ano para os outros feriados foi a redução de usuários em decorrência da preferência por ônibus ou outros meios de transportes.

Talvez o ministro Nelson Jobim e a presidente da Agencia Nacional de Aviação Civil, Solange Vieira, devessem definir o que eles consideram crise e caos aéreos.

Para nós simples usuários, filas, atrasos, cancelamentos de vôos, desinformação e desrespeito caracterizam o caos.

Ao que tudo indica, para Nelson Jobim e Solange Vieira a crise só se caracteriza quando aviões despencam e pessoas morrem. Mas é preciso que sejam desastres de grande porte, com direito a manchetes nos jornais internacionais. O resto, aparentemente, está dentro da normalidade.

O presidente Lula age como se não existisse qualquer crise. Não toca no assunto e quando é questionado responde com PAC, “nunca na história desse país” ou outra impropriedade qualquer. Além disso, Lula finge que os gestores por ele nomeados não são seus subordinados.

Nelson Jobim e Solange Vieira pouco ou nada entendem de aviação civil e como gestores de crise se mostraram medíocres e incompetentes. Como Lula, fazem discursos vazios e têm a desfaçatez de negar uma crise que está estampada nos jornais diários.

O resultado é um caos contínuo que vem se arrastando há mais de um ano e vai acabar falindo o setor de aviação civil no Brasil.

É absurdo que não se possa responsabilizar ninguém por tudo que está acontecendo e que representa um gigantesco prejuízo para o país. Além disso, enquanto a situação não se normalizar, permanece o risco de novos desastres.

Tivemos o maior desatre da aviação civil brasileira em 2006 que deveria ter servido de alerta. Como nada foi feito para melhorar o sistema,  em 2007 ocorreu outro desastre de grande porte.

Fora os discursos e algumas mediadas simplórias, não houve medidas consistentes para reestruturar o setor.

Parece que todos aceitam que segundo Lula não há crise e que a crise que não existe, segundo o ministro Nelson Jobim já terminou.

Até o próximo desastre.

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