28/12/07 – Operação Condor – melhor esquecer?
Brasil, Opinião, Política
A justiça Italiana que não consegue resolver os próprios problemas e erradicar a máfia na Itália, resolveu fuçar no lodo da história brasileira, trazendo a tona o que deveria ficar como está.
Numa clara demonstração de intromissão na soberania brasileira, pediu a prisão preventiva de 13 brasileiros acusados de participarem no Brasil da Operação Condor.
Antes de entrar no mérito da questão da soberania cabe uma pergunta que até agora não foi esclarecida.
O que teriam feito aqui no Brasil os italianos ou parentes de Italianos cujos descendentes hora clamam por justiça na Itália? Será que foram perseguidos pelo aparelho repressor de graça? Seriam meras vítimas inocentes? Estariam ensinando guerrilheiros a cantar uma ópera italiana?
Com toda certeza não.
O anjo italiano era Libero Giancarlo Castiglia, codinome Joca.
Joca foi do Destamento A. Um dos primeiros ativistas do PCdoB a chegar à região do Araguaia, após estágio prolongado na China . No Araguaia, ele fazia a segurança do grupo integrado pelos dirigentes Maurício Grabois e Elza Monerat. Ele era operário no Rio e de uma família de tradição comunista, ligada ao PC do B.
Resumindo, saiu da Itália para se meter com terroristas e guerrilheiros de esquerda e intentar, no Brasil, uma revolução comunista que fracassou. Libero Giancarlo Castiglia ou joca, tombou, não se sabe em que circunstâncias, na guerra suja em que se meteu.
Mas essa é uma questão secundária.
O aspecto principal e que deveria nos indignar a todos, é o fato de um juiz de outro país resolver julgar a luz de suas leis um suposto crime brasileiro, cometido em território brasileiro.
Primeiro e acima de tudo. Temos uma Constituição que veta a extradição de brasileiros. Com isso qualquer discussão sobre o assunto deveria se encerrar. Para encerrar, bastaria responder que além disso houve uma anistia ampla geral e irrestrita. Esse ato anistiou os crimes de Joca e todos que eventualmente tenham sido cometidos por agentes do governo.
Mas o ministro da Justiça Tarso Genro agiu de forma dúbia, equivocada e mesquinha. Resolveu aproveitar a oportunidade para, numa atitude revanchista, reabrir uma ferida que já deveria ter sarado.
Tarso Genro se pronunciou dizendo que: “A Constituição Brasileira não prevê a extradição de brasileiros para outros países, mas nem por isso os militares e policiais acusados de seqüestro e assassinato de dois ítalo-argentinos durante a Operação Condor estão livres de prestar contas à Justiça.”
É surpreendente que essa afirmação venha de um ministro da Justiça, que sabe melhor que qualquer um, que aqui houve em 1979 uma anistia ampla geral e irrestrita. Revogar essa anistia tal como foi feito na Argentina é um ato juridicamente questionável e uma desmoralização total do Estado.
Mas talvez seja realmente o momento de chafurdar no lodo e trazer a tona os fatos que sempre foram ocultados. Esquerda e mídia adotaram a expressão "anos de chumbo" e transformaram o regime militar num holocausto brasileiro.
É preciso por um fim a esse revanchismo, colocar os fatos em seu devido lugar e banir de vez o mito de uma esquerda patriota e bem intencionada.
A esquerda desejava implantar no Brasil um regime comunista e para tal enviou militantes à China com o objetivo de treiná-los para uma guerra revolucionária armada. Se a revolução da esquerda tivesse vicejado, aí sim, o Brasil teria sido palco de uma carnificina.
As células revolucionarias efetivamente existiram, empreenderam uma guerra suja, mas perderam.
Foi a esquerda que tomou a iniciativa de partir para o terrorismo e cometer crimes como seqüestros, assaltos a bancos, assassinatos e tantos outros que tornam aqueles que participaram dessas ações, criminosos. Sim, são criminosos que ficaram impunes!
Também seria um bem à nação por um fim à festa das indenizações e outras compensações às “vitimas” do "aparelho repressor".
Seria interessante julgar Dilma Rousseff, José Dirceu, José Genoino, César Maia, Franklin Martins, Fernando Gabeira, Alfredo Sirkys e tantos outros pelos crimes que cometeram e dos quais se vangloriam, ocultando seu lado mais sombrio e sujo. Os envolvidos com esquerda revolucionário cometeram crimes como seqüestros, assassinatos, roubos a banco, justiçamentos e outras barbaridades.
Remexer esse passado revelará à nação, quantos crimes e assassinatos cada um desses indivíduos cometeu. Também esclarecerá como foi dividido o butim do cofre de Ademar de Barros, dos assaltos a bancos e de tantos outros crimes.
Vamos descobrir que o Brasil está literalmente entregue à quadrilhas.
Mas por certo, nesse caso, a alegação seria que esses crimes prescreveram.
Se a anistia vai ser questionada ou revogada, caberia também aos descendentes das vítimas desses criminosos pleitear indenizações igualmente poupudas daqueles que assassinaram seus entes e hoje posam de “patriotas”. Estranahamente esses "patriotas" estão envolvidos em mensalões, dolares em cuecas, e uma interminavel de crimes cometidos pós anistia.
Outra questão a ser esclarecida é que militares e policiais que, dentro dos limites legais, atuaram contra guerrilheiros, são profissionais e agiram no estrito cumprimento do dever. Guerrilheiros que tombaram em combates eram criminosos aos olhos da lei de ontem e o seriam pelas leis de hoje.
A esquerda tem feito propaganda maciça para reescrever a história invertendo papéis.
Que fique claro, quem foram os verdadeiros criminosos e quem agiu no cumprimento da lei.
Por último fica um tema para reflexão.
O período da chamada ditadura militar produziu, segundo a própria Anistia Internacional, 389 vítimas entre mortos e desaparecidos, além de 36 presos e torturados.
O comunismo, regime que a esquerda desejava implantar aqui no Brasil, fabricou os maiores carniceiros da história da humanidade. A aritmética macabra do comunismo assim se classifica por ordem de grandeza:
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China - 65 milhões de mortos;
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União Soviética - 20 milhões de mortos;
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Coréia do Norte - 2 milhões de mortos;
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Camboja - 2 milhões de mortos;
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África - 1,7 milhão de mortos (distribuídos entre Etiópia, Angola e Moçambique);
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Afeganistão - 1,5 milhão de mortos;
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Vietnã -1 milhão de mortos;
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Leste Europeu - 1 milhão de mortos;
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América Latina - 150 mil de mortos (entre Cuba, Nicarágua e Peru);
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Movimento comunista internacional e partidos comunistas no poder - 10 mil de mortos.
Se a esquerda que tentou se impor no Brasil através de atos criminosos e terroristas não tivesse sido combatida e derrotada pelos militares, o que seríamos hoje? Estatística? Uma União Soviética quebrada, com uma federação esfacelada e um saldo de alguns milhões de brasileiros expurgados? Ou uma China que não respeita direitos humanos nem trabalhistas até hoje? Pior ainda poderíamos ser uma filial de Cuba que ainda fuzila opositores do regime!
Pela amostra que nos dão os remanescentes daquela esquerda e que hoje estão no poder, boa coisa não seríamos. Basta lembrar os escândalos e crimes que fazem capa de jornais e periódicos e quem são os pivôs dessas crises.
Operação Condor, anos de chumbo, revolução ou golpe deveria ser assunto para pesquisadores de história do Brasil. Reabrir essas chagas não trará qualquer resultado positivo para o Brasil
Mais importante que chafurdar esse passado em busca de revanche, seria responsabilizar todos aqueles que estão cometendo crimes na atualidade impunemente.
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