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05/01/08 – Dois meses de corrupção = R$ 5,9 bilhões.

Em 05 de janeiro de 2008 às 8:52 | por Bruno Engert Rizzo | 274 leitura(s)
Brasil, Corrupção, Desgoverno, Opinião, Política

Desde o dia 17/10/07 até hoje, foram noticiadas fraudes e corrupções que levaram o Brasil a perder a astronômica cifra R$ 5,9 bilhões. Ou seja, foram praticamente R$ 3,0 bilhões por mês.

Essa é a ínfima parcela daquilo que foi flagrado e contabilizado pela Polícia Federal e por órgãos fiscalizadores. Provavelmente só a ponta do “iceberg”.

Em dezembro de 2007 Lula se debateu no Congresso, chantageou povo, congressistas, governadores e prefeitos para renovar a CPMF até 2011, quando terminará seu governo.

Em números redondos, R$ 3,0 bilhões por mês, representa R$ 36,0 bilhões por ano, quase o valor da tão chorada CPMF.

Conclui-se dessa matemática elementar, que a compensação da perda da CPMF não demandaria nenhum pacote fiscal com aumento ou criação de tributos.

A simples fiscalização mais rigorosa e intensificação do trabalho da Polícia Federal seriam suficientes para compensar a perda da CPMF.

Na realidade o ideal seria prevenir fraudes e corrupção na administração pública e acabar com o trem da alegria que suga os cofres públicos. Nessa hipótese a economia seria ainda maior.

Mas para tal seria necessário mudar a política de nomeação de assessores e integrantes do primeiro escalão, que hoje são escolhidos a base de troca de favores, sendo o cargo e a prerrogativa de gerir orçamentos milionários a moeda de barganha para obter apoio na base parlamentar.

Ministérios, presidência de empresas, chefia em órgãos fazendários e cargos na administração direta, só poderiam ser ocupados por técnicos comprovadamente competentes e de reputação ilibada.

É inadmissível que um indivíduo que esteja respondendo a inquéritos seja alçado a ministro ou que um companheiro seja empossado na diretoria de uma empresa sem ter capacidade técnica e experiência comprovada.

Enquanto a política de nomeações para cargos públicos não for criteriosa as portas dos cofres brasileiros estarão escancaradas para o saque, que como temos visto, consome recursos de grande monta.

Esse é o Brasil que precisa mudar.

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