20/01/08 – Edison Lobão, Edison Lobão Filho & Cia Brasil.
Brasil, Corrupção, Desgoverno, Opinião, Política
Nunca na história desse país a coisa pública foi tratada com tanto desprezo. O Brasil mais parece uma empresa familiar gerida por um patriarca desorientado e desonesto.
Nomear amigos, companheiros ou políticos suspeitos de envolvimentos com esquemas ilegais virou rotina.
O presidente Lula adotou a estratégia de obter apoio através de barganhas de cargos públicos. Para isso foram criados ministérios e estatais de forma a abrir o maior número possível de vagas a lotear.
No Ministério de Minas e Energia, Lula recentemente empossou Silas Rondeau (PMDB). Não tardou muito estouraram denúncias que deixaram Rondeau e o próprio Lula em situação difícil.
Assim Rondeau foi afastado, mas como o ministério “pertencia” ao PMDB, este indicou o senador Edison Lobão (PMDB-MA) para a cadeira vaga.
Lobão não é do ramo de mineração nem do ramo de energia e como já confessou, pouco entende do assunto. Mas esse é um detalhe que no atual governo é irrelevante, uma vez que as crises se instalam e toda equipe de governo age com se nada houvesse ou debocha do povo com declarações e gestos obscenos.
O senador Lobão ao assumir um ministério, deixa a cadeira no Senado para seu suplente e filho, Edison Lobão Filho (DEM) que não recebeu um voto.
Este por sua vez assume o cargo de Senador sob suspeita de sonegação fiscal e uso de laranjas na distribuidora de bebidas Bemar da qual foi sócio.
O Congresso que precisa ser depurado parece ser um pólo atrator de indivíduos de conduta suspeita ou comprovadamente incompatível com o cargo de congressista.
O Conselho de Ética tem sido extremamente benevolente, para não utilizar os termos vendido ou indecente, pois tem mantido na casa indivíduos que em condições normais estariam respondendo a processos criminais ou já estariam presos.
Esse estilo de governar utilizando ministérios, diretorias de estatais e cargos públicos como moeda de troca para obter apoio político tem se mostrado um desastre em todos os sentidos.
Colocar as rédeas do país nas mãos de gente despreparada e de reputação duvidosa está arruinando o Brasil que vive mergulhado em crises ou na expectativa de descobrir qual será a próxima crise.
O suplente de vereador, deputado ou senador precisa ser eleito. É injusto que um idivíduo assuma um cargo eletivo bionicamente.
Para ser ministro ou assumir uma diretoria de estatal é fundamental ter formação e experiência compatíveis além, é claro, de boa reputação.
Esse é o Brasil que precisa mudar!
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