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26/01/08 – Corrupção e justiça degenerada.

Em 26 de janeiro de 2008 às 1:32 | por Bruno Engert Rizzo | 232 leitura(s)
Atuação de parlamentares, Brasil, Corrupção, Opinião, Política

Silvio Pereira, ex-secretário-geral do Partido dos Trabalhadores – PT e integrantes do esquema do suposto “mensalão”, que em 2007 foram denunciados por formação de quadrilha conseguiuram se livrar do processo contra eles.

O ex-secretário geral fez um acordo com a justiça, pelo qual tudo se resolverá com 750 horas de serviço comunitário, que podem ser cumpridas em até três anos.

Esse acordo debocha dos cidadãos de bem e é a prova que no Brasil o crime compensa e muito. Esse acordo é o verdadeiro incentivo ao crime e à corrupção. Quase uma apologia a ilegalidade.

Silvio Pereira tinha um cargo na cúpula do PT. O esquema de corrupção foi articulado pela cúpula do partido. O fato de Sílvio Pereira sair ileso reforça o sentimento de impunidade que existe entre políticos desonestos.

A leitura que o povo faz de tudo isso é que vale a pena ser político para roubar.

Com isso o país está afundando num mar de corrupção institucional.

Já é imoral a quantidade de vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e parentes destes, envolvidos em esquemas de corrupção. Se agora a impunidade vai se estender a partidos e corruptos ligados à política, entramos num beco perigoso.

Penas alternativas deveriam ser aplicadas ao indivíduo que por deslize cometeu um pequeno delito, sem maiores conseqüências. Exemplo é aquele da mãe que furtou um pacote de manteiga ou da doméstica que furtou uma tintura para cabelo no supermercado.

No caso de Sílvio Pereira a situação é completamente diferente. Ele era alto dirigente de um partido cuja cúpula planejou, implantou e executou um esquema de corrupção para drenar milhões de reais de cofres públicos. O esquema foi mais do que pré-meditato e esrticulado. Não foi um impulso e muito menos uma questão de sobrevivência. Alegar que sua participação foi menor, é uma distorção de valores e da justiça.

O país vive uma crise moral que deixa o cidadão completamente órfão.

O poder executivo está eivado de pessoas despreparadas e desprovidas de moral, plantadas pelo presidente da República nos ministérios, cargos de primeiro escalão e nas diretorias das estatais.

No poder legislativo é difícil encontrar políticos com a ficha impecável, quando essa deveria ser a regra e não exceção.

O judiciário age na contra-mão da justiça e dos interesses da Nação.

A quem devemos recorrer para nos queixar?

Será o único caminho para reconstrução de Nação uma revolução?

A mistura que está fermentando com fraudes e corrupção no executivo, políticos cronicamente envolvido em crimes e uma justiça que tarde e falha para o povo, é explosiva e pode em algum momento desandar uma reação violente.

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