28/01/08 – Sem administração e fiscalização a devastação da Amazônia continua.
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A Amazônia, patrimônio brasileiro de valor ainda não avaliado, continua sendo devastada como nunca.
Mas como sempre, Lula não sabe de nada. Até pouco tempo atrás vinha fazendo discursos que o desmatamento na Amazônia estaria sendo contido.
Quando no final de 2007 os índices de desmatamento vieram a público, Lula e seus ministros, tal qual adolescentes de 12 que não levam o dever de casa feito, mostraram surpresa, se acusaram mutuamente e apresentaram desculpas esfarrapadas.
Em seguida, como de praxe, foi convocada uma reunião de emergência para administrar a crise.
Esse é o grande problema. O governo não administra o país, mas sim crises que se sobrepõem e vão sendo desencadeadas na medida em que não existe planejamento nem um projeto para implantação de políticas públicas e de Estado.
Existe uma administração descontinuada, leiga e na maioria das vezes orientada pelo fisiologismo, cuja marca registrada tem sido a corrupção.
Sempre que crises como essa eclodem, ministros discutem como se não estivessem a serviço de um úníco Brasil. Lula costuma se manter alienado ou toma partido de um ou outro, em vez de tomar decisões, pois cabe a ele nomear e exonerar e não participar dessa lavagem de roupa suja inútil.
Os ministérios são distribuídos aos partidos e companheiros como se fossem um butim ou o espólio de uma viúva sem herdeiros.
Aqueles que assumem esses cargos, pouco ou nada entendem do assunto, não têm compromissos com resultados e não têm constrangimento de declarar publicamente: “eu não sabia”, “estou surpreso”, “isso nunca aconteceu”, estou indignado” e por aí além.
A outra vertente desse desmazelo administrativo é o rigor com o qual projetos importantes para o país são avaliados, vetados e postergados.
Ou seja, de um lado o governo tem sido negligente ao extremo em fiscalizar desmatamento, extração mineral, bio-pirataria, caça e pesca ilegais e mesmo presença de estrangeiros na Amazônia.
Do outro, em projetos que são necessários para o país, onde efetivamente existiu planejamento criterioso, o rigor na análise para a aprovação é tamanho e as exigências são tantas que os projetos não saem do papel ou levam anos até que se consiga vencer a burocracia.
Negligenciar na fiscalização da Amazônia, representa aceitar tacitamente um prejuízo econômico e ambiental para o país. Aos poucos está se formando um gigantesco passivo ambiental. A "restauração" terá um custo proibitivo que será suportado por todos os brasileiros pagadores de impostos, tenham ele participado ou não da devastação.
É inconcebível que, com a facilidade atualmente existente para trabalhar com imagem satélite e foto-interpretação, não se consiga estruturar um programa de fiscalização da Amazônia para conter desmatamento e exploração ilegal de minério.
Lula precisa acordar e entender que seus discursos e sua indignação não resolverão os problemas da Amazônia nem do país.
O Brasil precisa de políticas consistentes planejadas e gerenciadas por profissionais competentes, que efetivamente tenham compromissos com a Nação brasileira e seu desenvolvimento sustentável.
Enquanto existir essa política medíocre de aparelhar ou lotear o Estado para que cada ministro e diretor de estatal administre seu feudo visando interesses partidários, a próxima eleição, ou interesses privados, o país estará imerso nessa crise continuada, ouvindo discursos vazios e contabilizando prejuízos.
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