31/01/08 – Mais uma farra: Cartões Corporativos do Governo.
Brasil, Corrupção, Desgoverno, Opinião, Política
O cartão corporativo foi criado em agosto de 2001 pelo Decreto nº 3.892, com a finalidade de comprar passagens aéreas nacionais e internacionais, pagar materiais e serviços utilizados por todos os órgãos da administração pública. O objetivo era reduzir a burocracia e aumentar o controle sobre despesas.
Desde que o Lula assumiu o governo, o uso desses cartões virou uma farra, pois as normas para uso dos mesmos foram desprezadas abrindo mais um dreno de dinheiro público para cofres privados ou para financiar a esbórnia de apaniguados e companheiros.
Somente em 2007 o gasto com esses cartões foi de R$ 75 milhões. Desse total, R$ 56,55 milhões é de dinheiro sacado em espécie.
A campeã de gastos é a ministra da Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro que gastou em 2007 mais de R$ 171 mil. Estranhamente, muitas das despesas se deram em dias que sua agenda oficial não marcava compromissos. Além disso, as explicações dadas acerca de alugueis de veículos e compras em free shop estão confusas.
Matilde alegou em sua defesa que estaria sofrendo discriminação. De fato ela recebeu um tratamento diferenciado. Se trabalhasse numa empresa privada seria acusada de apropriação indébita, furto ou talvez até fraude, pois suas contas seriam auditadas e desculpas esfarrapadas não seriam aceitas como explicações.
Mas ela não foi a única. A lista é extensa e inclui, obviamente, aquele que nunca sabe de nada. Lula também participou da farra. O Tribunal de Contas da União já apurou a emissão e apresentação de 27 notas frias em uma viagem do presidente Lula a um acampamento do Movimento dos Sem Terra no Mato Grosso do Sul. As notas frias foram pagas com cartões corporativos
O Tribunal de Contas já deveria ter desconfiado dessas contas na primeira auditoria quando surgiu um saque de dinheiro em espécie. Esse é um indício mais do que suspeito, pois é o artifício típico de quem quer utilizar o dinheiro para gastos privados ou despesas escusas. Outro aspecto que deveria ter levantado suspeita é o volume de transações. Em 2002 a conta foi de R$ 3,6 milhões. Desde então foi subindo exponencialmente chegando a R$ 78 milhões em 2007.
Atualmente qualquer estabelecimento, por mais modesto que seja, tem o equipamento para efetuar a compra identificada no cartão de crédito. Esse na realidade é o espírito do Cartão Corporativo Governamental. Portanto, não há qualquer explicação plausível para efetuar saque de dinheiro em espécie.
A questão é que o uso do cartão corporativo para compra na modalidade crédito, deixa um rastro indesejável para aqueles que estão utilizando o cartão de maneira imprópria.
Felizmente o Ministério Público resolveu botar um fim na farra e inicialmente vai investigar Matilde Ribeiro e Altemir Gregolin.
Tudo isso mostra à Nação quem são essas pessoas tão medíocres que Lula alçou ao poder.
Pessoas de bem jamais se apropriariam de recursos públicos para ir às compras, passear, ou acessar pornografia como já foi o caso há alguns anos. O fato de ministros, secretários e portadores desses cartões terem sacado quantias tão vultosas ou terem efetuado despesas sem que existam explicações aceitáveis, demonstra quão improbas e despreparadas são essas pessoas e quão leniente ou conivente é esse governo.
Se o Tribunal de Contas efetivamente proceder uma investigação extensiva a todos os usuários de cartões corporativos governamentais, teremos surpresas.
Se houvesse um mínimo de decência, todo dinheiro sacado em espécie assim como os recursos gastos com despesas pessoais, deveriam ser devolvido aos cofres públicos acrescidas de juros e correção.
... e para finalizar com chave de ouro, caberia abrir processos criminais contra Matildes, Beneditas Lurians e todos os demais integrantes da escória que tem esbulhado o país.
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