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14/02/08 – Racismo no Brasil. Quem é realmente racista?

Em 14 de fevereiro de 2008 às 9:13 | por Bruno Engert Rizzo | 2.579 leitura(s)
Brasil, Opinião, Politicas Públicas, Política

O Brasil é um dos poucos países do mundo em que a miscigenação entre raças tão adversas, vem se dando desde o período da colonização sem conflitos. Fomos colonizados por europeus que se misturaram com índios que aqui estavam e negros que foram trazidos da África.

Essa mistura resultou num povo onde talvez uma minoria ínfima seja geneticamente pura. Até porque o próprio português já é resultado de uma mistura de mouros com povos do norte da Europa e latinos do sul da Europa.

Os casamentos inter-raciais vêm forjando há séculos o brasileiro e talvez tenhamos no futuro um “Homo Brasiliensis” com um padrão antropológico singular. É provável que sejamos um povo alto, de pele morena com diversos padrões de cabelo e olhos de cores variadas, tendendo mais para as cores escuras.

As estatísticas do IBGE têm mostrado que os casamentos inter-raciais vêm aumentando o que comprova uma situação de fato. Qual seja, no Brasil não há racismo com separação de classes pela cor.

Entretanto, na contra-mão desse evolução tão positiva surgiram grupos que se dizem historicamente prejudicados e que fazem questão de criar uma casta de negros estranhamente denominados afro-descendentes, que aos poucos estão construindo o racismo no Brasil.

Primeiro vale lembrar, que não existe um povo africano. Existem sim diversas etnias, muitas delas rivais e arquiinimigas que vivem se exterminado mutuamente e até pouco tempo, vencedores escarvizavam os vencidos. Portanto, não existe um povo genuinamente afro-descendente.

Essa denominação “afro-descendente” nada mais é do que uma invenção de um grupo de brasileiros que deseja criar aqui um “apartheid” negro.

A própria ministra titular da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, (aquela que praticou peculato usando abusivamente o cartão corporativo) foi racista ao afirmar que: "não é racismo quando um negro se insurge contra um branco" e "a reação de um negro de não querer conviver com um branco, eu acho uma reação natural."

Na realidade a criação da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial nos moldes atuais, representa a promoção do racismo, pois foi transformada num órgão de incentivo a cisão do povo brasileiro e tratamento privilegiado de "negros" em detrimento de todos os demais padrões étnicos igualmente brasileiros.

A política de cotas raciais é o exemplo mais aberrante de toda essa política equivocada. Se o objetivo é produzir igualdade de oportunidades, o Estado deveria oferecer ensino fundamental e secundário de boa qualidade a todos.

Porque cotas apenas para negros?

Descendentes de índios, imigrantes pobres, ou mesmo famílias que não conseguiram se erguer da miséria não são igualmente brasileiros? Não teriam os mesmos direitos independente da cor da pele?

Além disso, quão preta precisa ser a cor da pele para que o cidadão possa se considerar negro? De acrodo com o senso 2000 do IBGE a questão é controversa, pois os intrevistados decalram sua "cor" que pode ser branca, preta, amarela, parda, indigena ou não definida. Ainda segundo esse senso, 58.788.328 brasileiros com mais de cinco anos de idade se declararam pardos e 9.823.892 se declaram pretos.

Segundo o Art. 5º  da Constituição do Brasil:  "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,..."

Outro fator de geração de discriminação é a atual febre de demarcação de terras supostamente pertencentes a quilombolas no passado.

O que torna os descendentes de quilombolas tão diferentes de outros brasileiros descendentes escravos ou de povos de outras nacionalidades?

A suposta injustiça histórica? Se o argumento é esse , ele é altamente discriminatório e fere até cláusulas pétreas da Constituição do Brasil.

Além disso, descendentes de alemães, italianos e de japoneses também sofreram injustiças históricas no Brasil, principalmente durante a Segunda Guerra.

Muitos tiveram bens saqueados, outros foram expropriados e outros até foram surrados em plena rua.

Nem por isso, seus descendentes reivindicam privilégios.

Não há nenhum mal em cultuar antepassados ou reverenciar as origens ou mesmo preservar uma cultura. Pelo contrário, é essa adversidade cultural que torna o Brasil um país tão especial. Temos tradições européias no sul, asiáticas no sudeste, africanas em praticamente todo território, entre outras.  

Mas quando esse culto se torna discriminatório ou xenófobo, é um incentivo a criação de outros grupos que se oponham ao primeiro. Aí o racismo efetivamente eclode no Brasil.

Se o assunto não for tratado com mais ponderação e senso de justiça pelas autoridades brasileiras, estamos plantado sementes perigosas que podem germinar e se transformar em problemas sociais muito graves.

Se existem fatos isolados de atos discriminatórios, esses devem ser punidos com rigor, independente da cor de quem os promova, pois acima de tudo, somos todos brasileiros.

Felizmente o racismo ainda não existe no Brasil, apesar do grande esforço que alguns grupos vêm fazendo para criá-lo.

O governo em especial tem fomentado a segregação do povo brasileiro pois tem criado políticas discriminatórias.

Por esse equivoco, uma conquista de séculos está sendo colocada em xeque. A continuidade desse incentivo poderá gerar sérios conflitos no futuro.

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2 Respostas para “14/02/08 – Racismo no Brasil. Quem é realmente racista?”

  1. Leda Rosa dos Santos escreveu:


    Gostei do que li é isso mesmo!!,A cor não gera nenhuma deficiencia por isso nos não precisamos de previlégios por causa de nossa cor,apenas educação de qualidede para todos!!todos temos o mesmo potenciall,abraços...


  2. Ana Luiza escreveu:


    Eu acho que o racismo é uma coisa muito
    chata e as pessoas que sofrem isto,pois sofri isto
    e num é legal então pare e pense que isto pode machucar
    pessoas!!!!


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