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17/02/08 – Cesar Maia e a revolta dos “300”.

Em 17 de fevereiro de 2008 às 8:33 | por Bruno Engert Rizzo | 213 leitura(s)
Brasil, Desgoverno, Opinião, Política

O movimento de boicote ao IPTU do qual César Maia tanto zombou e desdenhou, já está produzindo os primeiros efeitos.

Segundo o prefeito o movimento é inócuo, pois os adeptos seriam menos de 300.

A realidade dos fatos mostrou que são muito mais do que 300.

Segundo o prefeito Cesar Maia a queda na arrecadação foi de R$ 7 milhões e foi classificada por este como “quase desprezível”.

O prefeito continua bancando o lunático suicida. Em vez de ir de encontro aos interesses da população e das necessidades da cidade do Rio de Janeiro, sua última reação foi provocar os adeptos do movimento como se os desafiasse.

Felizmente, parece que desta vez a população que tem sido compelida a aceitar uma administração medíocre, encontrou um forma de pressionar o prefeito a cumprir com as obrigações do município.

O Rio de Janeiro vem sofrendo um processo de decadência há décadas. Parece que sucessivos prefeitos da cidade e governadores do estado fizeram um pacto para falir a cidade.

A favelização associada à má administração levou a fuga de grandes empresas para outros municípios e estados.

Com isso, foram-se investimentos, bons empregos e impostos.

A Av. Brasil, outrora uma gigantesca vitrine de grandes indústrias, é atualmente uma favela contínua formada por galpões em ruínas ou invadidos e construções ilegais que em alguns trecho invadem até a pista.

Não escaparam da má administração nem mesmo as vocações natas da outrora Cidade Maravilhosa.

O turismo que poderia trazer muito mais riqueza, tem sido tratado de forma negligente e está praticamente reduzido ao Reveillon e ao Carnaval.

O porto da cidade do Rio de Janeiro, um das portas de entrada dos turistas, está decadente e seu entorno parece uma cidade em ruínas mal freqüentada.

Os turistas que ali aportam são explorados por não existir uma infra-estrutura adequada para recebê-los e orienta-los.

A rodoviária é um chiqueiro que dispensa maiores comentários.

A segurança pública, que não é responsabilidade do município e sim do estado, é um direito diariamente negado ao cidadão. O que não existe para o carioca, existe menos ainda para o turista.

O Rio de Janeiro tem uma geografia encantadora que foi explorada de forma genial em diversas épocas em projetos desenvolvidos por Pereira Passos, Burle Max e Lúcio Costa.

O resultados desses projetos são verdadeiros cartões postais que ransformaram o Rio na cidade mundialmente famosa.

É uma lástima que o rio esteja sendo destruído e transformado numa gigantesca favela dominada por  bandidos, que cresce e vai engolindo áreas urbanizadas ou sobe encostas e destrói matas.

Os 300, que nesta altura devem ser mais de 3.000 adeptos, lançaram a pedra fundamental de um movimento que já deveria ter surgido há mais tempo.

Se houvesse uma forma de pressionar os governos para obrigá-los a cumprir com suas obrigações, o Rio seria uma Cidade Maravilhosa e o Brasil uma potência.

Bravo aos “trezentos” e que em breve sejam 300 mil que contagiem 30 milhões pelo Brasil afora.

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