17/02/08 – Cesar Maia e a revolta dos “300”.
Brasil, Desgoverno, Opinião, Política
O movimento de boicote ao IPTU do qual César Maia tanto zombou e desdenhou, já está produzindo os primeiros efeitos.
Segundo o prefeito o movimento é inócuo, pois os adeptos seriam menos de 300.
A realidade dos fatos mostrou que são muito mais do que 300.
Segundo o prefeito Cesar Maia a queda na arrecadação foi de R$ 7 milhões e foi classificada por este como “quase desprezível”.
O prefeito continua bancando o lunático suicida. Em vez de ir de encontro aos interesses da população e das necessidades da cidade do Rio de Janeiro, sua última reação foi provocar os adeptos do movimento como se os desafiasse.
Felizmente, parece que desta vez a população que tem sido compelida a aceitar uma administração medíocre, encontrou um forma de pressionar o prefeito a cumprir com as obrigações do município.
O Rio de Janeiro vem sofrendo um processo de decadência há décadas. Parece que sucessivos prefeitos da cidade e governadores do estado fizeram um pacto para falir a cidade.
A favelização associada à má administração levou a fuga de grandes empresas para outros municípios e estados.
Com isso, foram-se investimentos, bons empregos e impostos.
A Av. Brasil, outrora uma gigantesca vitrine de grandes indústrias, é atualmente uma favela contínua formada por galpões em ruínas ou invadidos e construções ilegais que em alguns trecho invadem até a pista.
Não escaparam da má administração nem mesmo as vocações natas da outrora Cidade Maravilhosa.
O turismo que poderia trazer muito mais riqueza, tem sido tratado de forma negligente e está praticamente reduzido ao Reveillon e ao Carnaval.
O porto da cidade do Rio de Janeiro, um das portas de entrada dos turistas, está decadente e seu entorno parece uma cidade em ruínas mal freqüentada.
Os turistas que ali aportam são explorados por não existir uma infra-estrutura adequada para recebê-los e orienta-los.
A rodoviária é um chiqueiro que dispensa maiores comentários.
A segurança pública, que não é responsabilidade do município e sim do estado, é um direito diariamente negado ao cidadão. O que não existe para o carioca, existe menos ainda para o turista.
O Rio de Janeiro tem uma geografia encantadora que foi explorada de forma genial em diversas épocas em projetos desenvolvidos por Pereira Passos, Burle Max e Lúcio Costa.
O resultados desses projetos são verdadeiros cartões postais que ransformaram o Rio na cidade mundialmente famosa.
É uma lástima que o rio esteja sendo destruído e transformado numa gigantesca favela dominada por bandidos, que cresce e vai engolindo áreas urbanizadas ou sobe encostas e destrói matas.
Os 300, que nesta altura devem ser mais de 3.000 adeptos, lançaram a pedra fundamental de um movimento que já deveria ter surgido há mais tempo.
Se houvesse uma forma de pressionar os governos para obrigá-los a cumprir com suas obrigações, o Rio seria uma Cidade Maravilhosa e o Brasil uma potência.
Bravo aos “trezentos” e que em breve sejam 300 mil que contagiem 30 milhões pelo Brasil afora.
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