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19/02/08 – Matilde, Timothy Mulholland e Lula.

Em 19 de fevereiro de 2008 às 8:14 | por Bruno Engert Rizzo | 169 leitura(s)
Brasil, Corrupção, Desgoverno, Opinião, Política

A crise que teve início com a ministra Matilde e ganhou corpo com o reitor da Universidade de Brasília Timothy Mulholland, é apenas mais uma das muitas que estoura no colo de Lula.

Como no caso das demais pelas quais o presidente já passou, nada lhe aconteceu, nenhuma responsabilidade lhe foi imputada e sua popularidade continua alta.

Matilde que foi a primeira a ser flagrada usando o cartão corporativo indevidamente se defendeu alegando que fora vítima de preconceito racial.

Ainda que não soubesse o que estava fazendo, o que de todo é um argumento inaceitável, Matilde praticou um crime claramente tipificado no código penal.

Lula como sempre se manteve a margem da crise como se não tivesse qualquer relação com a nomeação de Matilde para ministra. Entretanto a situação desta se mostrou insustentável quando veio a público que ela gastou dinheiro público com compras pessoais e sacou pequenas fortunas em espécie.

Mas o pior da história veio depois, pois apesar das evidências, Lula continuou elogiado e defendendo Matilde.

Matilde se diz vítima e Lula nunca sabe de nada. Mas o crime de Matilde e do reitor da UNB chama-se Peculato e está definido no artigo 312 do código Penal.

Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.
Tudo isso parece irrelevante para Lula que tem se saído magistralmente bem com sua defesa polivalente “eu não sabia”.

Matilde e o reitor da UNB, assim como a própria filha de Lula, Lurian e alguns milhares de companheiros alçados ao poder estouraram dinheiro público e cometeram crimes, da mesma forma que ministros e companheiros vêm cometendo outros crimes impunemente.

É absurdo que diante de tanta imoralidade Lula consiga se manter a margem das responsabilidades de ser o presidente da República que escolhe e nomeia seus ministros e assessores. É igualmente absurdo que um simples “eu não sabia” resolva tudo.

A cada escândalo que estoura, temos mais certeza que o país é governado por quadrilhas ou indivíduos desonestos e inescrupulosos que não têm capacidade técnica nem estofo moral para atuar no serviço público.

Entretanto, por uma razão incompreensível a sociedade tem tolerado Lula e seu governo como se toda essa desonestidade ou mesmo a alegada ignorância de Lula fossem aceitáveis.

Será tão dificil perceber que Lula nomeou Matilde e todos os outros que ocupam cargos da mais alta confiança no primeiro escalão?

Qual será o limite? Quantos crimes a sociedade ainda suportará? Até quando teremos que engolir o cinismo da frase “eu não sabia”?

Será que em algum momento teremos o sabor de ver essa gente desonesta julgada pelos crime cometidos e presa?

... a esperança é a última que morre.

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