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29/02/08 – Crise de energia do presente é resolvida com projetos futuros. Estranho não?

Em 29 de fevereiro de 2008 às 5:39 | por Bruno Engert Rizzo | 289 leitura(s)
Brasil, Energia, Internacional, Opinião, Política

O Brasil passa por uma crise no abastecimento de gás e se um cenário pessimista se consolidar nos próximos anos entrará em cena um racionamento de energia.

A Argentina já vive o racionamento de energia que decorre de uma política irresponsável e populista conduzida pelo casal Kirchner.

A Bolívia contratou venda de gás que não tem, porque estatizou as empresas do setor e não tem competência para administrá-las e conduzir o negócio.

Essa é a primeira cena de roteiro que mais parece um filme de três patetas. Só não incluíram Hugo Chavez porque os patetas são três e com ele seriam quatro.

Agora vem a segunda parte, mais cômica ainda.

Os três patetas, Evo Morales, Lula e Cristina Kirchner resolveram atacar o problema da crise de energia de frente.

Pretendem com discursos e promessas de implantação de projetos futuros resolver a crise do presente.

Nesse imbróglio o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão que também é um pateta no ramo da energia, mas tem apenas um papel secundário, anunciou a construção de cinco usinas hidrelétricas binacionais.

Serão três com a Argentina e duas com a Bolívia.

Também foi anunciada a criação de uma empresa binacional Brasil – Argentina para enriquecimento de urânio.

Fora a questão de existir uma crise presente que não terá solução com esses projetos, existem outras questões que lançam incertezas sobre essas idéias magníficas.

A primeira questão relevante é: de onde virá o dinheiro para materializar o delírio? Lula respondeu, que recorrerá a agentes financeiros externos. Mais uma comédia para gargalhar e rolar de rir. A Argentina declarou moratória e nenhum agente financeiro mentalmente saudável emprestará um centavo à Argentina. A Bolívia que não respeita acordos comerciais também não é confiável e portanto candidata número um a não ter crédito.

Sobrou o Brasil. Será que nosso “jeffe” cometerá a insanidade de emprestar dinheiro aos “hermanos” que não honram compromissos e já prejudicaram interesses brasileiros?

A segunda questão é mais contundente. Lula pretende que o Brasil desenvolva um projeto conjunto com a Argentina na área nuclear. Sem entrar no mérito da questão se energia nuclear é uma solução interessante para o Brasil, existe um fato que por si só deveria encerrar a conversa. Será que nosso líder supremo sabe que nunca na história da humanidade, tecnologia nuclear foi cedida ou vendia?

O Brasil trilhou um caminho extremamente penoso e solitário para desenvolver as Usinas Angra I e II e tecnologia de enriquecimento de urânio. Há décadas arrastamos o projeto de um reator para submarino. Que benefícios essa parceria com a Argentina, país mais atrasado que nós na área nuclear, trarão para o Brasil?

Por último, mas não menos importante. Lula e sua equipe têm se mostrado incompetentes para resolver problemas elementares relativos à infra-estrutura e às necessidades básicas do Brasil.

Até hoje projetos importantes não saíram dos palanques. Angra III, por exemplo, não foi construída e a manutenção dos equipamentos estocados em galpões já custou mais do que custaria uma usina nova.

Talvez a nossa salvação seja o fato dos três patetas não terem competência para levar adiante o delírio e se contentarem com um encontro, fotos e promessas para o povão.

Tomara que assim seja e que essas idéias estapafúrdias fiquem apenas nos discursos.

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