03/03/08 – Lula suas amizades e a mídia “independente”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem escolhido muito mal seus ministros, colaboradores e assessores e até amigos.
Os escândalos e a imoralidade na qual o governo está atolado são mera conseqüência dessa política de nomeação de companheiros, “amigos” e de chantagistas de partidos da base aliada.
Lula, apesar de ser um sindicalista extremamente popular nas camadas mais pobres, é fraco como chefe de Estado. Tem tido dificuldade de apresentar projetos consistentes à Nação brasileira e tem governado a custa de “toma lá, da cá”.
Atualmente está no seu segundo mandato. Até agora, feito um balanço, os fatos que têm gerado notícias foram os escândalos, crises e gafes. De positivo pouco aconteceu no país.
Lula tem a rara capacidade de estar todos os dias na mídia e apesar da postura incompatível com o cargo de presidente da República, seu índice de popularidade vem se mantendo exageradamente alto.
Lula é infeliz nos discursos, nas promessas vazias, no modo chulo de se dirigir à Nação, como se ele ainda fosse o líder sindical e nós cidadãos, uma massa de trabalhadores em torno de um piquete na porta de um fábrica.
Para completar esse teatro, Lula cultiva o péssimo hábito de defender a apoiar “companheiros” por ele alçados ao poder, mesmo quando estes já não são mais defensáveis em decorrência da conduta imoral ou mesmo delituosa.
Foi assim com os mensaleiros, com José Dirceu, Roberto Jefferson, Matilde, Pallocci, tantos outros e agora é com Carlos Luppi. Há uma semana Lula foi ao fundo do poço quando dividiu um palanque com políticos cariocas supostamente envolvidos em assassinatos.
No cenário internacional não foi muito melhor, pois Lula escolheu para “amigos do peito”, Fidel Castro, Hugo Chaves, Evo Morales e o casal Kirchner. Pior não podia ser.
É difícil compreender como, num país onde existe uma classe média esclarecida e uma mídia supostamente independente, Lula tenha conseguido uma sobrevida política tão longa cometendo tantos desatinos e estando tão próximo de todos os escândalos.
É estranho que até agora os grandes formadores de opinião do país tenham se contando com “eu não sabia” e que Matildes, Luppis e tantos outros, não sejam alvos de campanhas mais esclarecedoras. Por muito menos Collor foi apeado do poder.
Poucas pessoas de expressão têm se posicionado de forma clara e correta diante de toda essa imundice produzida por Lula, seus ministros e companheiros.
O procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza parece um cavaleiro solitário a travar uma batalha contra toda a máquina corrompida e que a cada dia produz novas irregularidades.
Estranhamente não recebeu o devido e merecido apoio da mídia nem da população.
A mídia, principalmente a televisão que tem grande penetração nos camadas mais populares não tem sido suficientemente esclarecedora.
Apesar de dar espaço a Lula para cometer suas gafes e fazer discursos, a mídia tem atuado como agente de desinformação e não tem dado espaço proporcional àqueles que tentam se opor a essa situação tão absurda, mas que reina soberana no país.
É inadmissível que um presidente da República não tenha qualquer responsabilidade quanto ao que diz, ao que faz e pelas pessoas que nomeia. Também não é compatível com o cargo de presidente alegar ignorância quanto as ações de seus subordinados próximos.
Será que até a mídia deixou de ser independente?
A oposição morreu ou foi comprada?
A classe média que por muito menos se pintou de verde e amarelo e nas ruas pediu o "impeachmente" de Collor sumiu ou teria sido manipulada por interesses naquela ocasião?
Todos os indícios são de uma grande conspiração que envolve acordos espúrios e um gigantesca rede de corrupção e favorecimento.
Seria algo tão monstruoso que é dificil até acreditar. Ma qual seria a outra explicação?
O fato é que vivemos uma situação deprimente e de deseperança com relação ao futuro.
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