17/03/08 – Viúva de Covas pede indenização de R$ 4,7 milhões.
Brasil, Desgoverno, Opinião, Política
Lilá Covas, viúva do ex-governador de São Paulo Mário Covas, entrou com um pedido de indenização de R$ 4,7 milhões na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, por danos morais e materiais.
Ela alega que o marido teve os direitos políticos cassados pelo AI-5, sofreu pressão política e ficou preso no quartel do IV Batalhão do Exército em Brasília.
Tudo nessa indústria de indenizações é imoral e abjeto.
A esquerda se lançou numa guerra suja e partiu para o confronto com atos criminosos para tentar iniciar aqui uma revolução comunista. Houve uma reação e a esquerda que avaliara mal sua estratégia perdeu.
Grande parte dessas vítimas eram terroristas treinados em Cuba ou na China que cometiam assaltos, explodiam bombas, seqüestravam e praticavam outros crimes. Tombaram em combates de guerrilha ou em confrontos com a polícia.
O saldo dos tão alardeados “anos de chumbo” foi de aproximadamente 500 vítimas entre mortos, desaparecidos e torturados. A lista nominal está no site da Anistia Internacional.
A mesma esquerda que tentou o golpe, agora está no poder e tem sangrado o Estado com indenizações milionárias como se todos tivessem sido vítimas inocentes de uma brutalidade desmesurada.
Primeiro não eram inocentes, segundo não foram vítimas, pois quem parte para uma guerra ilegal, sabe dos riscos que corre. Por último, a brutalidade atingiu um grupo reduzido, já que o número total de vítimas é de aproximadamente 500 pessoas.
Mas essa indenização pedida pela viúva de Mário Covas vai muito além dos limites da moralidade.
Mário Covas foi realmente caçado em 1969. Mas em 1979 reconquistou os direitos políticos e desde então voltou à militância política, vinda a falecer em 2001 em virtude de complicações de um câncer na bexiga.
Entre 1979 e 2001 se passaram 22 anos sem que o próprio Mario Covas requeresse indenização do Estado por dano material ou moral.
Passados mais 7 anos, aparece a viúva e requer uma indenização fantástica por dano moral em nome do ex-marido. Chega a ser surreal.
Por coincidência Hélio Gaspari escreveu há dias um artigo para o Correio da Bahia. Nele aborda o caso de Orlando Levecchio Filho, um cidadão inocente que perdeu uma perna arrancada por uma bomba de um atentado terrorista simplesmente por estar no local errado, na hora errada. Lovecchio recebeu uma indenização miserável e teve a carreira profissional encerrada. O terrorista que plantou a bomba em vez de ser julgado e punido, conseguiu uma indenização superior à de sua vítima. (A íntegra do artigo pode ser lida em: Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968 .)
A indústria dessas indenizações já custou ao país uma pequena fortuna e na grande maioria dos casos enriqueceu indivíduos que praticaram crimes ou oportunistas.
Aqueles que realmente deveriam ser indenizados por terem perdido a vida ou ficado inválidos no cumprimento do dever, foram esquecidos ou aposentados com migalhas humilhantes.
Os pedidos de indenizações são julgados pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Entretanto lá colocaram pessoas tendenciosas e revanchistas. Isso sem mencionar o próprio ministro da Justiça, Tarso Genro que é um ex-terrorista, portanto altamente imparcial. Além disso, os advogados que representam as “vítimas” e os membros dessa comissão, são ex-companheiros que militaram juntos.
Tudo, inclusive o fato de criminosos comuns terem torcido suas histórias se dizendo vítimas e os valores envolvidos que chegam a ser aberrantes e fora de qualquer esfera do bom senso, torna o conjunto extremamente suspeito de ser um conluio.
Estima-se que a farra já tenha custado ao Estado Brasileiro um montante superior a R$ 3 bilhões.
É imoral que enquanto de um lado existem cidadãos completamente desassistidos de direitos básicos como saúde e escola, do outro o governo conceda benefícios tão generosos a terroristas e a gente que conscientemente se envolveu com subversão.
No caso específico de Mario Covas, se ele em vida não se sentiu no direito de pedir, não cabe a viúva buscar algo que nem se sabe, se era ao menos um desejo do ex-governador de São Paulo. Talvez ele próprio não concordasse com essa indústria.
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