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18/03/08 – A ONU e seus senhores.

Em 18 de março de 2008 às 11:22 | por Bruno Engert Rizzo | 2.043 leitura(s)
Alimento, Internacional, Meio Ambiente, Opinião, Organização das Nações Unidas, Política, Água

Logo após o fim da Segunda Guerra, em 24 de outubro de 1945 os Aliados fundaram a Organização das Nações Unidas – ONU. Ao todo, foram 51 países os membros fundadores.

Seus objetivos seriam:

  • preservar a paz mundial;
  • proteger os Direitos Humanos;
  • promover o desenvolvimento econômico e social das nações;
  • estimular a autonomia dos povos dependentes;
  • reforçar os laços entre todos os estados soberanos.

Mas a aparente nobreza de espírito que norteou sua fundação esconde outras intenções.

O Conselho de Segurança, órgão supremo para garantia da paz mundial é composto por representantes de 15 Estados-membros. Desses, dez são eleitos com mandatos de 2 anos e cinco têm assento permanente e poder de veto de qualquer decisão. Os cinco membros com poder de veto são Estados Unidos, Federação Russa, Reino Unido, França e China.

Além do Conselho de Segurança a ONU há uma complexa estrutura administrativa composta por uma série de órgãos, programas, comissões, secretariados e outros entes que na prática são instrumentos de concentração de poder a serviço do seleto grupo de cinco países e de seus interesses. Exemplos típicos são:

  • Comissão Preparatória da Organização do Tratado sobre a Proibição Total de Ensaios Nucleares (CTBTO);
  • Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA);
  • Organização Mundial do Comércio (OMC);
  • Organização Mundial de Turismo (OMT);
  • Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ);
  • Fundo Monetário Internacional (FMI);
  • Grupo do Banco Mundial.

Atualmente a ONU tem 192 Estados-membros. Todos têm assento na Assembléia Geral que é um fórum de grandes debates e protestos, mas de poucos resultados práticos no tocante aos objetivos da ONU.

Os programas assistências e humanitários da ONU como o Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF, o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher – UNIFEM e tantos outros, são cronicamente carentes  pois seus recursos têm origem exclusivamente em donativos. Mas todos são instrumentos de grandes campanhas de marketing responsáveis pela imagem de uma ONU engajada com problemas da humanidade.

Tudo não passa de um grande teatro.

Por meros interesses comerciais ou geopolíticos, depois da criação da ONU, França, Estados Unidos, Reino Unido, União Soviética e China agrediram Estados soberanos, promoveram guerras, embargos criminosos, sansões econômicas e têm interferido na soberania de Estados de forma inaceitável. Em alguns casos até violando decisões do próprio Conselho de Segurança.

Ainda por meros interesses, a solução para questão da Palestina tem sido adiada e o genocídio promovido por Israel tem sido tolerado. O mesmo acontece em outras situações onde direitos humanos são desprezados e leis internacionais são desrespeitadas.

No Tibet a China está barbarizando e promovendo extermínio, sem que a ONU sequer se pronuncie.

Os desastres, conseqüências de todas essas ações ou omissões representam tragédias humanitários, convenientemente abafadas e dissimuladas com grande campanhas de marketing como o conhecido Criança Esperança promovido pela TV Globo.

Quantas crianças e civis inocentes morreram em conseqüências de bombardeios indiscriminados? Quantos morreram de fome ou sede diariamente em decorrência de embargos, guerras ou sansões? Quantos simplesmente desapareceram sem que o mundo sequer saiba que existiram? As respostas a essas perguntas são sonegadas e são cenas pouco freqüentes na mídia.

Grandes problemas da humanidade como o aquecimento global, elevação do nível dos mares, emissão de CO2, colapso mundial de energia, segurança alimentar e água potável, são preocupações expressas em extensos relatórios sem qualquer respaldo para efetivas ações políticas em âmbito global.

As máscaras precisam cair.

A existência de um Conselho de Segurança viciado e uma ONU voltada para a defesa de interesses isolados e mesquinhos, atentam contra a humanidade.

O mundo precisa voltar às atenções para suas verdadeiras mazelas e concentrar esforços na busca de um equilíbrio global baseado no verdadeiro espírito de igualdade e respeito mútuo.

Enquanto esse não for o norte, o mundo continuará navegando sem rumo em direção a um futuro duvidoso e sombrio.

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Uma Resposta para “18/03/08 – A ONU e seus senhores.”

  1. Ingrid escreveu:


    O senhor poderia abordar as ações boas que a ONU tem promovido no mundo. O Criança Esperança que o senhor está criticando por exemplo, é um trabalho muito bonito que eu admiro muito. Artigos como esse não ajudam em nada a melhorar o mundo.


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