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24/03/08 – Uma grave ameaça chamada MST.

Em 24 de março de 2008 às 9:33 | por Bruno Engert Rizzo | 849 leitura(s)
Atuação de parlamentares, Brasil, Desgoverno, FARC, MST, Opinião, Política, Segurança Nacional

Há poucos dias escrevemos um artigo sobre João Stédile e o fato dele e do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST estarem desafiando a justiça e colocando em cheque todo ordenamento jurídico do país.

Escrevemos também que ambos representam uma grave ameaça à democracia e à própria República. Entretanto não nos estendemos no assunto e não justificamos as afirmativas.

Talvez o MST tenha sido um movimento social com reivindicações justas quando ainda embrionário na Pastoral da Terra. Mas logo que ganhou pernas próprias foi se transformando num movimento político e pouco depois numa organização criminosa que já não luta pela reforma agrária.

O MST é hoje algo dificil de ser classificado. Prega uma revolução e reforma política para implantar pela força, um regime comunista no Brasil. Entretanto, não é um partido. Por outro lado, se entitula defensor da classe de trabalhadores rurais artesanais e sem terra. Contudo não é um sindicato. Também não é uma organização não governamental.

Juridicamente o MST não existe, mas na prática é uma organização com estrutura, líderes e integrantes que financiam e praticam crimes e espalham o terror em todo territóroio nacional, desrespeitando ordenamento jurídico do país.

Seus objetivos revolucionários têm sido declarados abertamente e seus métodos são provas do “modos operandi” e de suas intenções. Na prática, em qualquer outro país já teriam sido classificados como terroristas.

Até aqui não muita novidade.

O MST sempre foi e é o elo revolucionário do Partido dos Trabalhos. Aquilo que não for possível conquistar nas urnas será conquistado pela força. Essa é razão da total omissão do atual governo no que diz respeito a reprimir as ações criminosas do MST.

Essa omissão aliada à simpatia que se traduz em apoio logístico e financeiro está transformando o MST.

No inicio do movimento o MST era um bando andrajoso atuando em núcleos locais isolados. Os deslocamentos eram curtos, pois não havia recursos para abastecer um grande contingente que não trabalhava e não tinha renda. Atualmente o MST é um movimento de dimensão nacional, com capacidade logística para movimentar e sustentar grandes contingentes.

O MST sabe que conta com irrestrito apoio do atual governo, mas já partiu para uma fase mais agressiva da revolução que prega e tem fustigado a sociedade e a estrutura jurídico-administrativa do país para testar limites.

Além disso, as ações e os confrontos empregando mulheres e crianças são uma estratégia que visa buscar “mortes de inocentes” para chantagear emocionalmente a sociedade e acovardar as autoridades. Basta lembrar os acontecimentos de Eldorado dos Carajás que ficou no consciente coletivo e está registrado na história como um massacre de inocentes.

O fato de Stédile ter ridicularizado uma decisão judicial não é um ato impensado de um lunático. É um teste para avaliar se os próximos passos com ações mais ousadas podem ser dados.

O MST está sendo estruturando com dinheiro público e já está presente em praticamente todos os estados brasileiros. Nesse momento suas ações são violentas e criminosas, mas ostensivamente só empregam armas brancas.

Entretanto, o MST mantém estreitas relações com as FARCs e mesmo com Hugo Chavez que é aliado declarado das FARCS e subvenciona o MST com verbas supostamente destinadas centros de treinamento. Não se trata aqui de suposições, mas sim, de fatos já divulgados pela mídia.

Com isso o círculo se fecha colocando FARCs, Chavez, MST, PT e o atual governo, no mesmo prato da balança.

O MST já mostrou claramente que não respeita nem teme a lei e que continuará empregando violência e ações criminosas para se impor. O que impede o MST de adotar o modelo revolucionário de guerrilha armada, idêntico aquele das FARCs? Nesse momento o empecilho é o fato de Lula estar presidente da República. Existe um acordo para não radicalizar além de certos limites, pois, tal geraria desgaste para o governo ou demandaria uma reação. Além disso, porque radicalizar se o governo já endossa e até apóia todas as ações criminosas?

Mas não há dúvida que o movimento está se estruturando para no momento certo dar o próximo passo que será partir para ações armadas.

Não faltam recursos, não faltam os meios e nem apoio político.

Se essa esquerda que atualmente está no poder não conseguir eleger um sucessor, o próximo passo será dado e o MST partirá para ações de confronto armado.

Até lá, devido ao contínuo aporte de recursos financeiros do governo federal que vem sendo dado ao MST, este estará completamente estruturado e provavelmente bem armado.

Quando o próximo passo for dado, talvez seja difícil e por demais doloroso para toda sociedade restabelecer a ordem.

O simples fato de Stédile e do MST desrespeitarem acintosamente decisões judiciais, já representa uma grave ameaça para a sociedade.

Quando o movimento recrudescer e partir para ações mais ousadas e agressivas, estará colocando em cheque a democracia e a própria República.

É imoral que o Congresso não se posicione, que o judiciário atue de forma tão complacente e que o poder executivo finja que tudo está na mais pura normalidade.

O envolvimento do MST com as FARCs representa um elo com todo submundo do crime organizado.

O assunto que deveria ser tratado como uma questão de Segurança Nacional, tem sido tratado como se o MST fosse um movimento social legítimo que atuasse dentro dos limites da lei.

Essa negligência que beira o crime, por certo nos custará vidas de inocentes no futuro.

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