28/03/08 – PT está se pós doutorando em Dossiês.
Atuação de parlamentares, Brasil, Corrupção, Desgoverno, Opinião, PolÃtica
O Partido dos Trabalhadores – PT parece estar fazendo um pós-doutorado na elaboração de dossiês para chantagem.
Se a história dos Cartões Corporativos estava mal contada, agora com o tal dossiê Dilma está fedendo.
Em 2006, ha 15 dias das eleições para presidente de República, a PolÃcia Federal apreendeu farto material que seria utilizado contra Serra na Campanha eleitoral.
O material seria entregue pelo empresário Luiz Antônio Vedoin, chefe dos sanguessugas e sócio da Planam, a Gedimar Pereira Passos, advogado e ex-policial federal e Valdebran Padilha da Silva, filiado ao PT do Mato Grosso.
Gedimar e Valdebran foram presos, em São Paulo, com R$ 1,7 milhão. Eles estavam no hotel Ibis, e aguardavam por um emissário do empresário, que levaria o dossiê contra o tucano. O PT nega que o dinheiro seja do partido, mas a origem do dinheiro até hoje não foi esclarecida.
O emissário seria o tio do empresário, Paulo Roberto Dalcol Trevisan. A pedido de Vedoin, o tio entregaria em São Paulo o documento a Valdebran e Gedimar. Os quatro envolvidos foram presos pela PolÃcia Federal.
Em depoimento à PF, Gedimar disse que foi "contratado pela Executiva Nacional do PT" para negociar com a famÃlia Vedoin a compra de um dossiê contra os tucanos.
Gedimar declarou ainda que seu contato no PT era alguém de nome "Froud ou Freud". Após a denúncia, o assessor pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freud Godoy, pediu afastamento do cargo, porém negou as acusações.
Depois o episódio, outros nomes ligados ao PT começaram a ser relacionados ao dossiê. Esse é o caso do ex-coordenador da campanha à reeleição de Lula, Ricardo Berzoini, presidente do PT. Seu ex-secretário no Ministério do Trabalho Oswaldo Bargas (coordenador de programa de governo da campanha) e Jorge Lorenzetti - analista de mÃdia e risco do PT e churrasqueiro do presidente - procuraram a revista "Época" para oferecer o dossiê.
O ex-diretor do Banco do Brasil Expedito Afonso Veloso também foi afastado da instituição, após denúncia sobre seu suposto envolvimento com o dossiê. Valdebran disse que recebeu parte do dinheiro de uma pessoa chamada "Expedito". Ele teria participado da operação de montagem e divulgação do documento.
Esse breve relato dos fatos não só refresca a memória, como também mostra que todos os assessores mais próximos e Ãntimos do Presidente Lula estão envolvido naquele dossiê e de passagem permite lembrar que a origem dos R$ 1,7 milhões não foi explicada.
Chega a ser imoral que se tenha aceito o silêncio e o simples negar dos fatos contra provas tão aberrantes. Em breve o assunto será esquecido, como se R$ 1,7 milhão fossem uma gorjeta e pois outro escândalo mais escabroso lançara espessa cortina de fumaça sobre o assunto que assim ficará "resolvido".
Agora, por mera coincidência, num ano eleitoral, com o Partido dos Trabalhadores tentando impedir de todo modo a CPI dos Cartões Corporativos, surge outro dossiê. Dessa vez, contra Fernando Henrique Cardoso e Ruth Cardoso.
Apesar do dossiê ter sido gerado pela assessora mais próxima de Dilma Roussef, esta, tal qual seu lÃder despudoradamente nega fatos.
O Ministro da Justiça, Tasso Genro, como sempre, tentou negar com palavras, gestos e trejeitos aquilo que está impresso em papel e já não é passÃvel de ser negado.
Chega a ser estranha a atuação da PolÃcia Federal e da própria justiça. Tudo que diz respeito à s histórias mal contadas e pouco convincentes do governo tem sido tratado de forma escandalosamente condescendente como se fossem meras travessuras de crianças em fase de alfabetização.
Na verdade todas essas histórias mal contadas escondem crimes que atentam contra a democracia e contra a República.
Se houvesse um mÃnimo de seriedade, Os verdadeiros responsáveis por todas essas falcatruas deveriam estar sendo processados e Lula deveria ter sofrido um "impeachment".
Por muito menos, o ex-presidente Collor sofreu um "impeachment" e teve os direitos polÃticos caçados. As ilegalidades por ele cometidas chegam a ser obra de aprendiz de estelionatário se comparadas a todos os escândalos e crimes produzidos por Lula e seu governo.
De tudo isso conclui-se que o estado está completamente aparelhado, que a oposição se vendeu e que nossa democracia se tornou uma farsa. Os três poderes que deveriam se fiscalizar mutuamente se anularam e estão na mão de um grupo de pessoas desonestas chefiadas por um torneiro mecânico despreparado sob todos os aspectos.
Diante das crises Lula adotou a postura de negar fatos e declarar "eu não sabia", como se tal postura fosse aceitável para um chefe de Estado.
O paÃs vai mal, a democracia está seriamente ameaçada, as instituições estão falidas e nosso futuro é incerto.
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