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29/03/08 – Argentina, Kirchner, populismo e crise na América do Sul.

Em 29 de março de 2008 às 7:30 | por Bruno Engert Rizzo | 941 leitura(s)
Desgoverno, Internacional, Política

Quando Nestor Kirchner, assumiu seu primeiro governo, mostrou ao que veio e onde levaria a Argentina.

No melhor estilo da esquerda populista, seu primeiro ato foi declarar a moratória da dívida Argentina e criar mecanismos artificiais insustentáveis para alavancar o crescimento da economia.

Como uma economia não cresce com discursos demagógicos e muito menos sem capital, a Argentina em pouco tempo deu sinais que entraria em crise.

Kirchner deu inicio a um processo de estagnação da economia argentina e Cristina, a esposa que o sucedeu na presidência deu continuidade a política populista medíocre.

O povo argentino já está colhendo os frutos. A Argentina vive uma crise de energia cuja solução é difícil no curto prazo. No médio prazo teria solução se existissem recursos financeiros para construção de usinas.

Mas devido à moratória da dívida, a Argentina está sem crédito.

Lula e o casal Kirchner andaram fazendo um grande teatro e com discursos resolveram todos os problemas prometendo construção de usinas, programa de cooperação nuclear e outras baboseiras que não acontecerão pelo simples fato de não existir capital disponível para financiar todo devaneio.

Mas essa é apenas uma parte da tragédia Argentina.

Cristina Kirchner deu continuidade a uma política de engessamento da economia e tenta conter inflação com tabelamentos e medidas que não se sustentam.

A exportação de produtos agropecuários foi taxada na tentativa de evitar o desabastecimento interno.

Tudo em vão. Fere até o bom senso acreditar que um empresário ou agricultor aceite vender seu produto com prejuízo ou abaixo da cotação internacional só para sustentar uma política populista.

Assim, frigoríficos, açougues e prateleiras de supermercados estão vazios e Cristina Kirchner ameaça produtores com a Lei do Abastecimento que prevê multas e até prisão daqueles que prejudiquem o abastecimento.

É difícil compreender como essa onda de esquerda populista se instalou na América do Sul e viceja apesar da corrupção e do atraso que representam.

Argentina, Venezuela, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Uruguai e infelizmente o Brasil, foram tomados pela onda de esquerda populista. Todos, sem exceção, passam por crises decorrentes de inexistência de planejamento aliada a políticas populistas que visam apenas as próximas eleições. Isso para não abordar a questão da corrupção que, ironicamente, se tornou a marca registrada de governos de esquerda.

O dito popular que “todo povo tem o governo que merece” parece se confirmar por essas bandas. Todos esses governos que ora impõem restrições e sofrimento ao povo, foram eleitos pelo próprio povo em eleições diretas.

Tomara que essa onda de esquerda que nos afoga seja apenas uma vaga passageira e que em breve possamos conhecer o real significado de crescimento, desenvolvimento e governo.

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