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05/04/08 – Pesquisa do IBGE mostra a verdadeira face do assistencialismo.

Em 05 de abril de 2008 às 1:49 | por Bruno Engert Rizzo | 392 leitura(s)
Brasil, Geral, Opinião, Política

Uma pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE baseada em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, revelou a verdadeira face da política assistencialista iniciada por FHC e ampliada por Lula.

A pesquisa mostra que dos 54,6 domicílios brasileiros, 18,3 %, ou seja, 10 milhões de domicílios são beneficiados por programas sociais.

O aumento da renda familiar dos beneficiados teve impacto direto no consumo de bens duráveis. As famílias compraram mais fogões, geladeiras, computadores, e telefones.

Por outro lado, os indicadores sociais relacionados a serviços básicos e infra-estrutura do grupo formado pelos beneficiados, estão defasados do restante do Brasil mais de uma década.

Mas a pesquisa mostrou outro dado importante. O chamado “efeito preguiça” que é a acomodação gerada pelo fato de existir uma fonte de sustento sem necessidade de trabalho tem contaminado os beneficiários.

Todos esses resultados são a prova que esse assistencialismo é um grande programa eleitoral e talvez aí esteja à explicação para a inacreditável elevada popularidade do presidente Lula.

São 10 milhões de famílias das classes mais pobres que também são aquelas onde existe o maior número de indivíduos por família, aliado ao maior grau de alienação.

O fato da população estar comprando bens duráveis mostra que não são miseráveis e que o dinheiro não está sendo empregado para suprir necessidades básicas, o que seria o objetivo desses projetos sociais.

Oferecer benefícios como bolsa família, ou outras esmolas do gênero é muito mais fácil do que efetivamente implantar melhorias na infra-estrutura.

Saneamento básico, rede de água potável, saúde, segurança pública, escolas e principalmente ensino de bom nível, são algumas das obrigações do Estado. Na realidade são obrigações e investimentos que tenderiam a melhorar indicadores sociais da população no médio prazo e transformar indivíduos cronicamente dependentes em cidadão geradores do próprio sustento e riqueza.

Entretanto políticas consistentes demandam planejamento e os resultados muitas vezes não surgem em 4 anos.

A pesquisa mostra claramente que essa política assistencialista se fosse de boa fé, seria um equívoco, pois não está atingindo os resultados inicialmente planejados.

Entretanto, tudo indica que o real objetivo é não é aquele anunciado e sim comprar votos no atacado com dinheiro público.

Tem dado resultado e representa um enorme risco para o país. Na melhor das hipóteses levará a estagnação social. Mas esse seria o mal menor.

O risco maior está no fato de toda essa massa popular, que se beneficia de auxílios, representar elevado cacife eleitoral e massa de manobra para exercer pressão popular por um terceiro mandato.

Lamentável que a oposição não se manifeste e que só possamos assistir a tudo sem reagir.

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