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18/04/08 – E o que vai sobrar para os brasileiros?

Em 18 de abril de 2008 às 8:15 | por Bruno Engert Rizzo | 256 leitura(s)
Brasil, Geral, Opinião, Índio

Há 20 anos atrás existia um Brasil povoado por brasileiros.

Eventuais discriminações aconteciam, mas eram fatos isolados. Nada que uma lei bem aplicada não resolvesse.

O fato é que nunca houve aqui discriminação como aquela que existiu e ainda existe nos Estados Unidos da América, que faz clara distinção entre negros, latinos e brancos anglicanos.

Mas indivíduos pobres de espírito perceberam aqui uma chance de projeção à custa da destruição de uma sociedade que vem buscando harmonia há alguns séculos.

Com base em argumentos habilmente criados por antropólogos inescrupulosos buscarem algum fundamento teórico que pudesse criar “minorias injustiçadas” pelo processo evolutivo brasileiro.

Inicialmente talvez o objetivo tivesse sido meramente eleitoreiro. Hoje com toda certeza existem interesses maiores e ONGs explorando rico filão que drena recursos dos cofres públicos a título de projetos sociais voltados para essas falsas minorias.

A política segregacionista aos poucos criou castas que nunca existiram na sociedade brasileira.

O primeiro grande grupo criado foi aquele dos “afro-descendentes”.

Por todos os motivos essa classificação é difícil de ser compreendida. Por definição um povo é formado por um grupo de indivíduos unidos por fatores comuns tais como nacionalidade, etnia, religião, língua ou outras afinidades históricas e culturais

A África é um continente. Nela habitavam e habitam diversos povos e tribos de diversas etnias, com costumes, crenças, tradições, línguas e dialetos diferentes. Muitos eram inimigos antigos que ao longo da história guerrearam, se mataram e se escravizaram mutuamente. Atualmente, lá ainda existem conflitos étnicos que promoveram verdadeiros desastres humanitários.

Foi dessa África um tanto quanto caótica que foram trazidos os escravos para o Brasil.

Como a escravidão era um regime que não respeitava laços familiares, tribais ou étnicos, em poucas gerações, origem geográfica, tradições, crenças e costumes perderam a identidade original que deu lugar a uma identidade brasileira, fruto de uma grande mistura.

Além, disso houve também uma miscigenação com povos de outros continentes formando o povo e a cultura brasileiros.

Os atuais descendentes de ex-escravos trazidos da África, não são, portanto, de uma única origem. Muitos de seus antepassados talvez até fossem de tribos ou etnias inimigas.

Mas como vivemos num país livre, cada indivíduo se classifica como lhe convém. Assim, alguns dos descendentes de escravos escolheram o título de “afro-descentes”.

Até aí, a não ser o fato de ser uma incoerência e do título criar um brasileiro que se julga diferente dos demais, não há nada a criticar.

Entretanto, em paralelo foi criada a equivocada tese da injustiça histórica que o Estado brasileiro cometeu no passado por ter explorado escravos.

Não se pode julgar fatos históricos passados tomando por base padrões morais e éticos modernos. Ou seja, escravizar os mais fracos ou derrotados em campos de batalhas era legítimo segundo os padrões morais e sociais da antiguidade e amplamente aceito, tanto em povos com estrutura social mais evoluída como em povos mais primitivos. Além disso, não havia distinção de cor ou raça para escravizar.

Mas com base nessa tese, foi criada uma casta diferente dos demais brasileiros. Os “afro-descendentes” gozam de privilégios como cotas raciais e terras que num período remoto teriam sido quilombos.

Como diz o próprio nome, cota racial é uma discriminação, pois, passa a distinguir indivíduos pela raça que por sua vez foi associada à cor da pele. Ambos são vetados pela Constituição Brasileira de 1988.

Agora está sendo criado um outro cidadão chamado índio. Este, dependendo do local onde venha a nascer, recebe um dote divino constituído de um pedaço do Brasil, e riquezas naturais que pode explorar como melhor lhe convier.

Mas os índios também se alegam vítimas do Estado brasileiro. Com isso, além dos privilégios dos quais já gozam, é provável que em breve também façam jus a cotas ou até a indenizações, pelo fato de terem sido erguidas cidades onde outrora existiam florestas.

Por último foi criado o pobre. Esse não é tão privilegiado, mas é especial por vários motivos. Os direitos constitucionais como saúde, educação e segurança lhe são negados, é verdade. Mas em troca o Estado o alimenta para que não morra de fome e lhe confere alguns privilégios como o salvo-conduto para desmatar, favelizar e desrespeitar todo ordenamento do país.

Daí sobra uma pequena minoria que são os brasileiros. Aqueles que são netos, bisnetos, e tataranetos de imigrantes, oriundos de qualquer lugar do mundo menos da África, que não tenham uma gota de sangue índio ou negro, não culpam o Estado pelo próprio destino e respeitam a lei.

Não importa se os antepassados vieram pobres e analfabetos ou se durante o processo da evolução histórica brasileira foram injustiçados. Também não importa se ao longo de gerações não tiveram oportunidades.

Essa é a casta de cidadãos que portam apenas o título de brasileiros.

Ironicamente a estes brasileiros não cabem cotas, terras nem privilégios, independente da condição social.

Diante de tudo isso, ficam duas perguntas.

Não somos todos, índios, negros, caboclos, mamelucos, cafuzos, mulatos, amarelos, pardos e brancos, o povo brasileiro, e rigorosamente iguais perante a Constituição Brasileira?

Se não somos todos iguais, o que vai sobrar aos que são só brasileiros e que não têm títulos de “afro-descendente”, “índio” ou “pobre”?

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Uma Resposta para “18/04/08 – E o que vai sobrar para os brasileiros?”

  1. Bruno escreveu:


    É oportuno lembrar a declaração de Matilde Ribeiro, Ministra titular da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial (aquela que praticou peculato usando abusivamente o cartão corporativo).

    "Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco".

    "A reação de um negro de não querer conviver com um branco, eu acho uma reação natural."


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