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30/04/08 – Cid Gomes, mais um a chafurdar na lama da imoralidade.

Em 30 de abril de 2008 às 3:46 | por Bruno Engert Rizzo | 415 leitura(s)
Brasil, Corrupção, Desgoverno, Opinião

O governador do Ceará Cid Gomes (PSB) que até então era pouco conhecido, ganhou projeção nacional. Em pouco tempo mostrou quem realmente é e a que veio.

Resumindo, apenas mais um dos muitos desqualificados e desprovidos de princípios morais que tomaram o país de assalto.

Cid Gomes fretou um jato às expensas do Estado por R$ 388,5 mil, pegou a família, assessores e amigos e foi passear na Europa. Com ele foram a primeira-dama Maria Célia Habib Gomes, a Sogra Pauline Carol Habib Moura, dois assessores e respectivas esposas.

Consta ainda que o grupo teria se hospedado em hotéis de luxo com diárias estratosféricas.

Em sua defesa argumentou que a viagem teria sido oficial e veio a público para dizer que não reconhece qualquer irregularidade no ato que cometeu.

Só demonstrou que é ímprobo e não tem pudor em declará-lo publicamente. Pior não poderia ser. Convém ser mantido sob vigilância e fiscalização, pois se considera normal levar a sogra e amiguinhas para passear às custar do erário, certamente já fez mais lambança.

Além do fato de inscrevermos mais um nome na extensa e interminável lista de políticos proscritos que deveriam ser julgados e banidos da vida política do país, chama a atenção outro fato.

O ato desse indivíduo, que infelizmente está governador do estado do Ceará, é um crime claramente configurado no artigo 312 do código penal. Chama-se Peculato.

Art 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.

§ 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.

Entretanto, o crime de peculato e muitos outros se tornaram tão banais no país que foram incorporados à rotina da administração pública como se fossem atos legítimos. A mídia tem sido complacente e o povo por ignorância ou descrença nas instituições perdeu a capacidade de indignação e revolta.

O próprio governador veio a público para dizer que não vê irregularidade no que fez.

Jogou a culpa na sogra, pediu desculpa pelo constrangimento e deu por encerrado o assunto.

Felizmente o Ministério Público do Ceará resolveu instaurar um inquérito.

Como já escrito em outros artigos vivemos numa cleptocracia. O Brasil foi divido em feudos ou em regiões de influência onde cada grupo atua com total liberdade e as leis só existem como instrumento de coação e punição de inimigos, não do Estado e sim pessoais.

Acontece de norte a sul no país com raras e honrosas exceções.

Por isso, não existe oposição. Pois acima dos partidos existem os acordos entre as “famílias” e naquela esfera tudo se resolve com base em negociatas.

Vivemos um momento crítico onde as forças do mal sobrepujam as forças do bem que representam lei, ordem e o cidadão de bem.

Os crimes e as irregularidades são cometidos no atacado e o Estado que mal conseguia atuar no crime de varejo faliu de vez. Perdeu a capacidade de controlar, apurar, julgar e condenar os infratores da lei com a agilidade necessária para livrar o país da escória que nos desgoverna e saqueia.

Os Ministérios Públicos Estaduais e o Federal estão abarrotados de processos e esse será apenas mais um numa sala entupida de papel a ser consumido por traças. Lembremo-nos de Paulo Maluf que há mais de duas décadas debocha do povo, das autoridades e do país, sem que se consiga uma punição. Em breve seus crimes prescreverão e ele a família poderão gozar das fortunas que pilharam do país. Assim tem sido na grande maioria dos casos.

O ordenamento jurídico já vinha se deteriorando há décadas pela permissividade ou omissão daqueles que deveriam zelar pela coisa pública e pelo cumprimento da lei.

Mas quando Lula e seu bando se assenhoraram do Estado, veio o golpe fatal. Parece que Lula criou uma medida provisória abolindo de vez as leis do país em benefício das quadrilhas coligadas que atuam em todas as esferas do poder.

A situação só tende a se deteriorar com a proximidade das eleições, pois a máquina está aparelhada até o 4º escalão e trabalhará a todo vapor para, nas eleições de novembro próximo, aumentar a “família” e garantir amplo apoio para um golpe em 2010.

Se aqueles cuja alma é coberta com as cores verde e amarelo não se envolverem nessa luta do bem contra o mal, as próximas gerações sofrerão, pois o país se tornará uma terra de ninguém medieval.

...e devolvam-nos o Brasil.

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