05/05/08 – Bolívia e América do Sul. Dividir para enfraquecer.
Desgoverno, Internacional, Opinião, Política, Índio
A Bolívia caminha celere rumo à uma guerra civil.
Evo Morales que está presidente, mas não passe de um cocaleiro, não tem a menor noção do que seja governar. Confunde o país cujo povo o elegeu presidente com uma tribo indígena e como tal tem governado.
Seu desgoverno levou a Bolívia ao caos que dividiu o país em províncias ricas que desejam autonomia e províncias pobres que sozinhas não sobrevivem.
A disputa acabou num referendo que levou a uma derrota vexamosa de Evo Morales. A autonomia da província de Santa Cruz de la Sierra foi aprovada por 85% dos votos válidos.
Evo Morales declarou que o referendo foi um “rotundo fracasso” e que é ilegal.
Fracasso não foi. Os números o mostram claramente. Quanto a legalidade Evo Morales não tem moral para tocar no assunto, pois criou uma constituição Polaca que não tem legitimidade.
Em princípio toda e qualquer derrota imposta a Evo Morales, Hugo Chavez, Luiz Inácio Lula da Silva, Ferndando Lugo, Casal Kirschner e demais integrantes dessa esquerda despreparada que está destruindo as Américas Latina e do Sul, deveria ser festejada com fogos e bailes.
De fato é um gosto especial ver um populista sofrer uma derrota tão acachapante.
Entretanto, analisando toda questão sob um prisma menos imediatista e com visão de futuro, esse movimento na atual conjuntura representa um risco para toda a América do Sul.
Essa província boliviana que promoveu o referendo e está reivindicando autonomia, já fala numa constituição própria. Outras províncias já marcaram referendos.
O atual cenrário político e social da América do Sul é preocupante.
A Colômbia sofre uma pressão das FARCs que deseja implantar um Estado do Crime ou algo similar em parte do território colombiano.
Em 2007 o presidente Bharrat Jagdeo da Guiana propôs que toda a sua floresta amazônica fosse colocada sob administração dos britânicos.
No Brasil estamos sofrendo pressão para transformar território brasileiro em terra indígena.
Ainda em 2007 a Organização das Nações Unidas aprovou um documento denominado Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indigenas que abre caminho para transforma terras ocupadas por índios em Estados autônomos e até independentes..
Os fatos isolados não chamariam atenção. Mas no conjunto, percebe-se que por razões diversas a América do Sul corre sério risco de se esfacelar.
Essa pressão por autonomia pode se transformar em movimentos de independência que transformarão países já com dificuldade de sobrevivência, em Estados minúsculos sem capacidade de se imporem numa economia globalizada.
Enquanto a Europa e outros blocos buscam uma unidade transnacional se fortalecendo cada vez mais, na América do Sul, graças a essa esquerda nefasta que se apossou do poder, estamos trilhando o caminho inverso. Ou seja, estamos nos dividindo e enfraquecendo.
Se hoje já travamos uma negociação assimétrica com esses blocos e demais potências, não é difícil imaginar o que acontecerá com uma América do Sul retalhada em pequenos Estados sem recursos e poder limitado.
Seremos neo-colônias exploradas num modelo contemporâneo que nos transformará em cidadãos de segunda categoria.
A América do Sul precisa promover uma revolução para banir essa esquerda que, como uma doença, está nos matando aos poucos.
Precisamos de estadistas com visão de futuro que nos permitam sair desse ciclo de miséria e subserviência que domina a América do Sul há séculos.
O mundo adentrou o século XXI com crises de energia, água e alimentos que só tendem a se agravar.
A América do Sul tem uma condição impar que nos permitiria superar essas crises e gerar riqueza, explorando uma série de oportunidades decorrentes da escassez de recursos naturais, água e terras agricultáveis em ambito global.
Mas isso só será possível como um bloco supranacional sólido e com uma política externa clara e unitária.
Fica o convite aos irmãos Sul-Americanos para que reflitam.
Nossas mazelas tem uma única origem que é esta esquerda populista, falida, despreparada e moralmente decadente que tomou o poder e aos poucos está transformando o continente numa gigantesca Cuba, cuja regime é uma aberração que não se sustenta.
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