14/05/08 – Casal Kirchner, macacos em casa de louça.
Desgoverno, Economia, Geral, Internacional, Opinião, Política
O casal Kirchner, uma versão alfabetizada e mais requintada de Lula, tem feito estragos na Argentina.
A imagem que melhor traduz a atuação da dupla, é aquela de dois macacos trancados numa casa de louça.
A diferença é que macacos em casas de louça quebram pratos, copos e xícaras. Já o casal, está quebrando a Argentina.
Os Kirchner fazem parte dessa quadrilha de esquerda que tomou o poder na América do Sul e está destruindo o continente.
Nestor Kirchner, alguns meses depois de assumir o governo na Argentina, num gesto populista e irresponsável, em dezembro de 2001 declarou a moratória da dívida argentina.
Kirchner agiu como se a Argentina tivesse recursos para alavancar a própria economia e pudesse dispensar financiamentos e investimentos externos.
Seu gesto inicialmente aplaudido pelo povão, pouco depois mostrou as conseqüências.
Ao longo de seu governo, o país manteve alguns índices aparentemente invejáveis. Porém tudo sustentado artificialmente, a custa de congelamento de preços que está arruinando a economia argentina.
Nestor Kirchner deixou uma Argentina quebrada para sua esposa e sucessora Cristina.
Essa já assumiu o país em plena crise de energia que não terá uma solução definitiva tão cedo. A Argentina teria que construir usinas geradores mas não tem crédito internacional e Nestor Kirchner andou hostilizando e ameaçando a Esso, a Shell e a Repsol. Além disso, com as tarifas tabeladas e congeladas, nenhuma empresa investirá, pois estaria rasgando dinheiro.
A crise está provisoriamente sob controle pois Lula resolveu socorrer a Argentina fornecendo energia.
Para manter o povão feliz, o governo impôs também um tabelamento ao comércio varejista e congelou tarifas de serviços públicos. Não tardou muito a conseqüência dessa política artificial já mostrou sua face mais cruel. O desabastecimento tomou conta das prateleiras e o mercado negro se fez presente.
Tentando tapar o sol com a peneira, o governo criou a “retenção”, um tributo sobre as exportações de grãos, que atinge também a carne e os combustíveis. O objetivo é desestimular a exportação, para assegurar o abastecimento interno.
No último dia 11, a “retenção” foi elevada de 35% para 44,1%. Para a soja, instituiu-se um sistema móvel de tributação: quanto mais alta for a cotação internacional, maior será a alíquota da “retenção”. Mais ainda, se a cotação exceder US$ 580 a tonelada, o governo levará 95% da diferença. Na prática, é um confisco.
Os produtores rurais reagiram com um “locaute”. Organizaram manifestações de protesto e suspenderam a distribuição de seus produtos, bloqueando estradas para impedir sua circulação. Conseguiram montar 300 bloqueios em 29 localidades de 7 províncias, inclusive na de Buenos Aires, que respondem por 80% da produção agrícola Argentina.
Diante do receio de mais uma macaquice e retalhação dos Kirchner, os produtores com medo de um confisco correram aos bancos para sacar suas economias e comprar dólares.
Alguns bancos já estão sem dinheiro. O Banco Central Argentino já vendeu US$ 1 bilhão na semana passada. Vale lembrar que os “hermanos” já foram vítimas do “corralito” uma versão argentina do confisco de Collor.
Para o “gran finale” o governo vem manipulando números relativos à economia. Deseja aparentar um crescimento que não existe e esconder uma inflação que segundo economistas independentes ronda a casa dos 25%, mas oficialmente foi de 8,5% no ano passado.
Como se pode perceber, o clima por lá não está bom.
Na realidade o problema na Argentina é o mesmo do Brasil, da Venezuela, da Bolívia, do Equador, do Paraguai, do Uruguai e do Chile. Chama-se esquerda medíocre, golpista e populista.
Lamentavelmente, lá como cá, o povo tem visão curta e imediatista. Aceita um prato de comida acrescido de moedas falsas em troca do próprio futuro, do futuro de seus descendentes e da nação.
(Continuação em 07/01/2010)
OGLOBO 07/01/2010 – Nova manobra de Cristina Kirchner. Governo Argentino pede saída do presidente do BC. Analistas veem crise intitucional e dano ao país.
Com a moratória declarada por Nestor Kirchner num gesto criminosamente populista lgo que assumiu o governo, a Argentina perdeu credibilidade e acesso ao crédito. Agora Cristina Kirchner está as voltas com o caos e que utilizar US$ 6,6 bilhões das reservas internacionais para reiniciar o pagamento da dívida. O presidente do Banco Central Argentino é contra mais este ato irresponsável e lesivo do governo e por isso foi demitido.
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15 de May de 2008 às 4:55
Só que lá o povo se manifesta, vai para as ruas, enquanto aqui simplesmente se omite e dizem amém para o grande guia
Finalmente podemos comentar !
Ficou ótimo
10 de June de 2008 às 12:25
A situação está se deteriorando. Em 05/06/08 surgiram boatos de confisco bancário e correntistas sacaram US$ 2 bilhões. Além disso, supermercados já racionam vendas.