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08/05/08 – Projeto suprapartidário: da cleptocracia ao Estado do Crime

Em 08 de junho de 2008 às 11:52 | por Bruno Engert Rizzo | 1.081 leitura(s)
Brasil, Corrupção, Política

Coligação Suprapratidária

Política. "A arte de bem governar os povos". Ou ainda, "Princípio doutrinário que caracteriza a estrutura constitucional do Estado."

Essas são definições enciclopédicas. Talvez sejam válidas em algum outro país, longe da combalida América Latina e mais distante ainda do Brasil

O sentido mais nobre da política foi banido e parece uma definição proscrita.

Atualmente "política" foi reduzida a política partidária do nível mais baixo. Não há ideais, situação, nem oposição. Existe sim um amontoado de siglas e estatutos que não valem o papel no qual foram escritos e indivúdos travestidos de políticos.

Os termos "política" e "político" remetem natural e intuitivamente à corrupção , banditismo, roubalheira, conchavos, toma-lá-da-cá, nepotismo, peculato, assassinato, quadrilhagem, fraude, lavagem de dinheiro, pedofilia e tudo enfim que está codificado como crime no Código Penal.

O pior é que estamos caminhando para um Estado do Crime a passos largos.  A primeira etapa já foi vencida quando foi permitido  que se instalasse uma cleptocracia no país . Segue uma definição enciclopédica.

"Cleptocracia -  palavra de origem grega que significa literalmente.

Estado governado por ladrões.

A cleptocracia ocorre quando a maior parte de sistema público governamental é capturada por pessoas que praticam corrupção política.

A nação deixa de ser governada por um Estado de Direito imparcial e passa a ser governada pelo poder discricionário de pessoas que tomaram o poder político nas diversas esferas e que conseguem transformar esse poder político em valor econômico."

Vale esclarecer, que não se trata de obra exclusiva do Partido dos Trabalhadores - PT, nem de do presidente Lula. Ambos apenas contriburam de forma significativa para acelerar e consolidar o processo.

Lula e DilmaA instalação da cleptocracia foi um trabalho suprapartidário. Todos os partidos políticos se uniram numa grande coligação, rasgaram a Constituição Brasileira e todo ideário político partidário, substituindo-os por uma aliança espúria regida por três objetivos. Amealhar poder, enriquecer e perpetuar as "famílias" no poder.  

No início tudo era feito com relativa cautela e certo pudor.

Mas o presidente Lula ensinou ao país, que diante de fatos amplamente fotografados, filmados, gravados e degravados, basta se dirigir ao povo com desfaçatez e negar tudo. Negar de forma veemente e virar a página.

As CPIs que poderiam restaurar a moralidade pelo menos no Congresso, são um verdadeiro deboche e mostram que o país está entregue à quadrilhas. O fato da maioria dos envolvidos em escândalos e crimes ter sido absolvida pelos colegas, é a prova definitiva que mais da metade dos parlamentares estão comprometidos com interesses espúrios.

A situação chegou a um extremo que beira as raias do inacreditável. Sempre que um político da base aliada era flagrado na mais obscena e imoral corrupção ou envolvido em fraudes, Lula se apressava  a  declarar confiança e lhe hipotecar solidariedade em público.

Foi assim com o Renan Calheiros, Severino Cavalcanti,  Silas Rondeau, José Dirceu, Matilde Ribeiro e praticamente todos que cercam Lula e compõem a base aliada. Seria ele tão ingênuo para não perceber quem eram realmente seus protegidos?

Também tem sido assim com Dilma Rousseff,  Carlos Luppi e todos aqueles que continuam em cargos de confiança apesar dos indícios de corrupção, abuso de poder, fraudes e outros crimes.

Mas com já mencionado, essa já não é uma exclusividade do PT nem de Lula.

Anthony Garotinho e Marcelo CrivelaMarcelo Crivella (PRB), candidato a governador do Estado do Rio de Janeiro vislumbrando a garantia de apoio político, já declarou publicamente confiar no ex-Governador Anthony Garotinho, recentemente denunciado pelo Ministério Público Federal por formação de quadrilha armada.

Qualquer cidadão de bem tende a repudiar pessoas envolvidas em crimes. A atitude mais adequada seria  manter distância segura e neutralidade no caso de dúvida.

Mas entre políticos, atualmente, a regra é outra. Já não há constrangimento em pousar para fotos ou subir em palanques com criminosos. Também não há inconveniente em declarar apoio e solidariedade a bandidos.

Nada disso fere a sociedade que aparentemente  acha essa promiscuidade do poder com o crime algo normal e quotidiano.

Com isso estamos a um passo de um Estado do Crime.

Como esperança é o alimento que nos mantém vivos mesmo nas situações mais adversas, agarremo-nos nela e espremos que possamos, ainda em vida, ver toda essa escória atrás das grades.

Talvez assim nossos filhos possam conhecer política como "a arte de bem governar os povos".

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Uma Resposta para “08/05/08 – Projeto suprapartidário: da cleptocracia ao Estado do Crime”

  1. Bruno Engert Rizzo escreveu:


    Para mim é muito simples. Quem apoia criminoso é criminoso. Quem é conivente com a ilegalidade tem uma moral abaixo da aceitável para atuar na política. Estranhamente o povo por um lado aceita corrupção, desgoverno e essa promiscuidade do poder com o crime. Por outro se queixa de insegurança e serviços básicos negados. Será que a ficha ainda demora a cair?


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