23/06/08 – Cimento Social, fomento do caos e do crime.
Atuação de parlamentares, Brasil, Crime organizado, Desgoverno, Favela, Futuro, Opinião, Política
Tudo corria às mil maravilhas. Em troca de apoio partidário a Lula, Marcelo Crivella (PRB-RJ) vinha fazendo obra eleitoreira e campanha política com recursos públicos no Morro da Providência, empregando o Exército Brasileiro em missão inconstitucional na reforma de telhados e fachadas de barracos.
A ordem de empregar o Exército partiu do chefe supremo das Forças Armadas, ou seja, do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pessoa. Este cometeu um crime de responsabilidade explícito na Constituição Brasileira. Além disso, sua aventura irresponsável terminou maculando a imagem de uma das intituições mais sérias do país.
O projeto Cimento Social de Marcelo Crivella que prevê a reforma de 782 barracos, deve custar aos cofres públicos mais de R$ 16,2 milhões. Na realidade, esse valor é uma incógnita, pois as diversas fontes consultadas informam valores diferentes para o custo total do projeto.
Se os valores apurados estiverem corretos, cada barraco reformado custará R$ 21 mil aproximadamente. Considerando o índice CUB utilizado como referência na construção civil, daria para construir quase mil unidades populares novas.
Tudo no projeto é nebuloso, pois segundo as notas de empenho e as contas no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI, parte do dinheiro foi gasto com itens que não cabem na obra em execução, caracterizando improbidade administrativa.
Não fosse o incidente de um oficial do Exército ter entregue três delinqüentes cujas fichas criminais já foram divulgadas pelos jornais, a uma facção criminosa para que fossem “punidos”, jamais viria a tona toda imundice e promiscuidade de Marcelo Crivella.
Os três delinqüentes foram barbaramente torturados e mortos pelos traficantes.
O tenente e seus comandados estão sendo indiciados pela co-autoria no assassinato dos três.
Contudo nada se falou sobre o crime de responsabilidade cometido por Lula e pelo ministro da Defesa Nelson Jobim. Este último em visita à favela, indiretamente se debulhou em desculpas pela barbárie dos traficantes, pois não foram os militares que torturaram e executaram os três moradores.

Também nada se falou sobre o projeto que o Senador Marcelo Crivella vinha desenvolvendo no Morro da Providência com o emprego inconstitucional das Forças Armadas.
O projeto de Crivella é imoral sob todos os aspectos.
Transformar o Exército numa empreiteira de barracos transcende qualquer delírio.
Do ponto de vista urbano o projeto de Crivella é um atentado contra a cidade do Rio de Janeiro e sua população.
O Morro da Providência é uma das favelas mais perigosas do Rio de Janeiro. Transformou-se num enclave inexpugnável e reduto de criminosos da mais alta periculosidade, próximo a sede da prefeitura, praticamente no centro da cidade do Rio de Janeiro.
O Polícia Militar até hoje não consegui pacificar a favela que guarda verdadeiros arsenais de guerra.
Não existe vontade política para implantar um Política de Segurança Pública de resultados. Antes do Exército ocupar a favela, foram mantidas reuniões com as "lideranças comunitárias" nas quais foi dado o recado aos criminosos que se retirassem temporariamente do morro enquanto durassem as obras.
Mas além disso, há um fato indiscutível. A favela do Morro da Providência, pelas suas características geográficas e pelo caos de vielas, escadarias e túneis, oferece imensa vantagem tática defensiva a quem a ocupa. Há tantas saídas e ligações com favelas vizinhas, que somente um grande efetivo militar seria capaz de sitiá-la.
A polícia só sobe o Morro da Providência em operações específicas e é como se estivesse entrando em zona de guerra. Já foram feitas inúmeras operações na tentativa de sufocar os criminosos dentro da favela e nenhuma logrou êxito. Vez por outra quando frações de unidades ficam cercadas, são montadas operações de guerra com carros blindados e tropas de elite para fazer o resgate.
Os criminosos seguem a risca todos os ensinamentos de manuais de guerrilha. Resistem enquanto estão em vantagem, desaparecem quando ficam em desvantagem e retornam para reocupar sua possessão quando a polícia esgotada, suspende o cerco ou recua.
Tem sido assim há mais de uma década e a situação só vem piorando, pois os criminosos têm aumentado seu raio de ação e o Estado tem permitido a favelizão e degradação de áreas no entorno da favela.
Essa tática de combate adotada pelos criminosos só é viável pela ocupação desordenada e caótica que reina e pelo fato dos bandidos contarem com o apoio de grande parte da população, que de um lado faz o teatro da indignação com a violência e por outro deseja e usufrui da imunidade fiscal e legal, além do salvo conduto para furtar água e energia. Tudo isso só é possível pelo fato de existir um Estado Paralelo que faz as próprias leis e conseguiu se entrincheirar no morro.
O projeto Cimento Social é uma aberração, pois só favorece alguns protegidos do senador Marcelo Crivella e vem a consolidar esse caos fortalecendo ainda mais o Estado Paralelo. As casas em reforma estão sendo revestidas com material resistente a balas de calibre 7,5 mm. Ou seja, além de tudo, o Estado está gastando dinheiro para fortificar redutos de bandidos.
Mais uma vez o povo e a política baixa fizeram o pacto medíocre. Em troca de algumas casas emboçadas, pintadas e com telhados novos, o povo vota em Crivella e o Rio de Janeiro estará mais longe ainda de derrotar o crime organizado que ganhará fortificações construídas pelo Estado.
Favelas são uma aberração urbana. Com o dinheiro que está sendo gasto para construir fortificações para o crime organizado, o Estado deveria estar construindo casas populares para sanear a favela, integrando-a à área urbana dentro dos padrões legais vigentes. A criação de um código de uso e ocupação do solo específico para favelas para consolidar o caos é um crime contra futuras gerações que herdarão uma cidade mais decandente, caótica e violenta do que já é.
Integrar favelas à área urbana representa abrir vias com largura padrão e demolir tudo que esteja fora dos padrões legais ou não seja legalizável a luz da legislação de uso e ocupação do solo.
Com isso estaríamos dando um passo definitivo para acabar com o caos urbano e quebrar a espinha dorsal do crime organizado.
Mas esse não é nem nunca foi o desejo de Crivella, Lula e dos demais políticos medíocres, para os quais favelas e crime organizado são verdadeiras cadernetas de poupança de votos.
Qualquer aplicação miserável nesses redutos do crime rende muito mais votos que projetos que tenham compromisso com resultados e com um futuro digno para o povo e a Nação.
Enquanto o povo mantiver esse pacto medíocre e se vender em troca de brindes eleitorais, o futuro será caótico e só restará chorar os mortos.
Mas felizmente ainda não nos roubaram sonhos nem mataram esperanças. Quem sabe não venha o dia em que possamos ver todos esses aproveitadores desonestos sendo julgados, responsabilizados e penalizados por seus crimes?
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30 de junho de 2008 às 12:05
Conceitos para escolha do voto:
Para o eleitor há CINCO níveis de razões para a escolha correta do seu candidato a um cargo político: 1-Pátria, 2-Classe Social, 3-Categoria profissional, 4-Competência e 5-Interesse pessoal.
Para exemplificar digamos que, após a eliminação peremptória dos corruptos, que não devem em nenhuma hipótese serem considerados, restem sete Candidatos para você escolher: a - b - c - d - e - f - g.
Para a eliminação gradativa de nomes, as razões devem ser obedecidas na ordem apresentada:
São sete Candidatos: a,b,c,d,e,f,g
Suponhamos que dos sete nomes mostrados acima, apenas cinco atendem ao quesito Pátria, ou seja, demonstraram que defendem a soberania do seu País frente aos interesses hegemônicos de outros, embora sem xenofobia.
1º - PÁTRIA (SOBERANIA)
Ficaram cinco: b,c,d,e,f (Candidatos que satisfazem este quesito). Mas, destes cinco, apenas quatro defendem (realmente) os interesses da sua classe social, isto é, abrindo oportunidades reais de progresso social sem paternalismos e protecionismos, mas garantindo as bases desse progresso junto ao progresso do País.
2º - CLASSE SOCIAL (ASSALARIADO; PATRÃO. Renda: Trabalho; Capital)
Ficaram quatro: b,d,e,f (Candidatos que satisfazem este quesito). Mas, dos quatro restantes, só três pertencem ou defendem com clareza os interesses do item a seguir, sua categoria profissional ou a de quem lhe sustenta.
3º - CATEGORIA PROFISSIONAL (PROFISSÃO)
Então ficaram três: b,e,f (Candidatos que satisfazem este quesito).
Utilizando o próximo quesito –competência- foi eliminado um dos três escolhidos acima, agora só restam dois candidatos. Estes têm melhor capacidade para exercer o Mandato.
4º - COMPETÊNCIA DO CANDIDATO (CULTURA; NÍVEL INTELECTUAL)
-e,f- (Candidatos que satisfazem este quesito).
Apenas agora, dentre estes dois candidatos que sobraram é que você poderá conscientemente levar em conta interesses pessoais.
5º - INTERESSE PESSOAL (AMIZADE; PARENTESCO; FAVORES; ETC)
Então, vote no Candidato:
-e-
Infelizmente, a maioria dos eleitores parece fazer o caminho inverso, elege primeiro com base em interesses pessoais (muitas vezes ilusórios), daí, a péssima qualidade do Congresso, Assembléias e Câmaras.