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23/08/08 – Centrais sindicais querem R$ 4,8 bi para a caixa preta.

Em 23 de agosto de 2008 às 10:25 | por Bruno Engert Rizzo | 546 leitura(s)
Brasil, Desgoverno, Opinião, Política

Povo, sindicatos e PT

As maiores centrais do país se uniram para brigar no Congresso pela aprovação de um novo tributo, em substituição ao imposto sindical.

Atualmente cada trabalhador brasileiro assalariado, querendo ou não, tem o equivalente a um dia de trabalho compulsoriamente descontado do salário uma vez por ano.

Independente de vontade ou até de contrapartida dos sindicatos que recebem esse dinheiro fácil, o trabalhador é descontado.

É com esse dinheiro praticamente extorquido de trabalhadores que os sindicatos sustentam seus diretores e apaniguados com salários e benefícios de magnatas, dignos das maiores e mais rentáveis empresas privadas.

Esse dinheiro, cujo uso não tem controle, também enriqueceu membros dos sindicatos e financiou campanhas eleitorais de muitos desses bandidos que posteriormente se envolveram em mensalões e outras falcatruas.

Paulo Pereira da Silva o Paulinho da Força Sindical é um exemplo típico. Utilizou a máquina sindical para se eleger deputado federal e recentemente seu nome coroou mais um dos muitos escândalos que eclodem diuturnamente nos dias atuais. Segundo a Polícia Federal, Paulinho seria um dos pivôs do esquema de desvio de verbas do BNDS.

É interessante que entidades sindicais que supostamente deveriam lutar por conquistas para a classe trabalhadora, vivam a arquitetar friamente, maneiras de extorquir trabalhadores. Sequer passa pela cabeça desses falsos e insensíveis defensores da classe trabalhadora, que a grande massa operária brasileira mal sobrevive com o parco salário.

Esse dinheiro que pretendem tungar para gastar em mordomias, banquetes, luxos, prostitutas e campanhas políticas, significa fome e restrição para os infelizes que compulsoriamente são descontados.

Já era imoral que os sindicatos recebessem 1 dia de trabalho de cada brasileiro e estivessem livres de fiscalização. Agora querem aumentar esse desconto para 4 dias.

Estranhamente, a própria classe operária não se revolta. Todos parecem anestesiados e conformados com o fato do destino tê-los feitos pobres trabalhadores e que faz parte desse pacote sustentar mordomias de vagabundos que vivem às custas do suor alheio.

É humilhante imaginar o quanto cada um trabalha e se impõe restrições para sustentar compulsoriamente um bando de parasitas.

Esses representantes que ora querem aprovar essa proposta imoral, sabem que são parasitas. Tanto assim que não cogitam transformar o imposto numa contribuição voluntária.

Se o imposto sindical caísse, a grande maioria dos sindicatos simplesmente decretariam falência, pois na prática são sinecuras que não prestam serviços à classe trabalhadora.

Restariam uns poucos sindicatos mais atuantes e representativos que teriam que disputar a adesão de trabalhadores mostrando serviço.

Mas existe uma conseqüência que vai além da tunga do trabalhador. Se tudo não é parte de um projeto sórdido, as coincidências são muitas e inacreditáveis. Primeiro Lula nomeou Carlos Lupi ministro do Trabalho. Esse envolveu o ministério numa série de negociatas suspeitos com sindicatos e ONGs, atualmente sob investigação por configurarem contratações ilegais. Depois Carlos Lupi fez gestão para que o Congresso mantivesse o imposto sindical.

Em abril de 2008 o presidente Lula vetou a decisão do Congresso de obrigar entidades sindicais a prestarem contas do uso do imposto sindical ao Tribunal de Contas da União – TCU.

Com o imposto sindical sem controle, os sindicatos passam a ser uma caixa preta para onde fluem R$ 1,2 bilhões anualmente sacados do bolso de trabalhadores assalariados. Se a atual proposta for aprovada, os sindicatos terão R$ 4,8 bilhões para gastar sem prestação de contas.

Como diz o nome é um imposto e imposto é dinheiro público que precisa de prestação de contas e fiscalização.

Sem controle esse dinheiro poderá ter qualquer destino, desde sustentar mordomias, a ser transferido para cofres privados, financiar campanhas eleitorais, até financiar o tráfico de drogas ou mesmo a barbárie do MST.

Esse é mais um golpe dessa quadrilha que se assenhorou do Estado brasileiro e vem por todos meios fortalecendo suas posições para se perpetuar no poder. No momento certo darão o golpe definitivo que será a implantação de um regime comunista ou uma cleptocracia irreversível.

Ficam as dúvidas. Porque estão todos tão inertes? A oposição foi comprada? ...e existe futuro digno para as próximas gerações de brasileiros que não façam parte de um dos clãs de bandidos que estão se perpetuando no poder?

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2 Respostas para “23/08/08 – Centrais sindicais querem R$ 4,8 bi para a caixa preta.”

  1. Stella escreveu:


    esses sindicatos deveriam ser investigados pela RF e PF


  2. ALM escreveu:


    São todos ladrões. Aquelas fotos que saíram nos jornais do Luppi debochando de nós e dos sindicalistas enchendo a cara de whisky comemorando a decisão de não ter as contas controladas foram uma bofetada. Esses bandidinhos só se garantem com base nessa estorção que é o imposto sindical.


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