30/08/08 – Eleições sem esperanças.
Brasil, Corrupção, Crime organizado, Desgoverno, Opinião, Politicas Públicas, Política
Com abertura da temporada de caça ao voto, o povo brasileiro é presenteado com a versão televisiva da grande farsa que é a democracia brasileira.
Temos o direito de escolher, mas a escolha recai sobre o ruim, o péssimo ou o pior. Esse é nosso futuro inexorável, pois nossa democracia está viciada.
O poder está na mão de clãs ou pessoas despreparadas que de forma ilegítima se apropriaram da máquina pública e assim vêm se perpetuando no poder. Essa é a versão da escolha ruim.
A segunda opção que seria a péssima, são bandidos ou representantes do crime organizado que por meio de chantagem, coação coletiva, crime e poder amealhado pelo crime, ingressaram na política a lá se homiziam gozando de imunidade parlamentar para cometer mais crimes e expandir os “negócios”.
A terceira e pior opção é a nefasta combinação dos dois.
Fora essas opções existem verdadeiros néscios e idiotas ou oportunistas que vêem na política uma oportunidade de enriquecer. De uma forma ou outra acabam entrando para um dos três times anteriormente mencionados ou trabalhando para eles.
O Estado parece um doente terminal que perdeu a autodefesa e assim não tem capacidade de reagir e evitar que pessoas desonestas, sem moral ou mesmo bandidos ingressem na política.
Os partidos não colocam qualquer tipo de restrição às filiações. Pelo contrário, só enxergam os votos que o eventual candidato poderá capitalizar, mesmo que seja um bandido.
A propaganda eleitoral bem reflete nosso trágico destino.
Os candidatos a vereadores, alguns com extensa folha de crimes, prometem aquilo que está fora da alçada de um vereador.
Os candidatos a prefeitos pousam de grandes estadistas e prometem resolver as aflições do povo.
As palavras de ordem são “saúde”, “segurança” e “educação”. Valem tanto para os candidatos da situação que ajudaram a construir o caos no qual vivemos, como também para os candidatos da oposição que prometem sabendo que nada farão além de oferecer pão e circo.
A primeira vista, essa parece uma crítica caricata. Contudo, basta olhar em volta. Saúde, segurança e educação estão falidos em todo país com pouquíssimas exceções, independente de partido, prefeito ou governador. Isso para não mencionar todas as outras mazelas decorrentes do abandono, da má administração e da gestão fraudulenta.
Todos os candidatos prometem saúde, segurança e educação com pequenas ações pontuais, como se fosse possível reestruturar uma saúde falida abrindo postos de saúde ou melhorar a educação abrindo vagas em escolas. Quanto à questão da segurança que é muito mais complexa, não se resolverá com discursos, promessas ou aumento do efetivo da polícia.
Na realidade todas as nossas mazelas chegaram a um ponto tal de descontrole, que a solução só é viável no longo prazo por meio de políticas públicas muito bem planejadas e coordenadas.
A questão da segurança pública há décadas deixou de ser um problema de âmbito estritamente policial e atualmente está intimamente relacionada com a política social, de educação e com a política urbana.
A saúde por sua vez é um problema de gestão que tem relação com o fato de resultados positivos serem pouco visíveis. Com oportunistas não há lugar para políticas sérias de resultados reais para a sociedade. Principalmente quando o resultado de uma gestão positiva só vir a ser percebida em anos subseqüentes.
Atualmente os candidatos têm múltiplas faces e discursos. Todos conflitantes entre si. Prometem a cada grupo de eleitores aquilo que desejam ouvir. Aqueles que levantam a bandeira da ordem e moralidade e com discursos prometem reconstruir a cidade, fomentaram o caos urbano com programas eleitoreiros e criminosos e mantém alianças espúrias com contraventores, milicianos, contrabandistas e todo escória que tem livre trânsito no submundo do crime organizado.
Nenhum dos candidatos jamais apresentou um plano de governo consistente para implantação de políticas públicas. Todos prometem ações isoladas que em si apenas consomem recursos sem trazer resultados ou soluções para nossas mazelas.
Com essa política medíocre que vige há décadas, a sociedade caiu numa espiral decadente que parece não ter fim. Os centros urbanos se transformaram em verdadeiros umbrais governados por idiotas desonestos ou despreparados, que vivem em mundos paralelos e que não têm qualquer constrangimento em humilhar ou afrontar o povo com fantasias e mentiras.
No caminho que estamos não há futuro digno. A sociedade está naufragando e por estranho que pareça todos estão acomodados como se estivessem a bordo de um Titanic supostamente a prova de naufrágio.
Essas eleições estão praticamente perdidas, pois a vitória de qualquer um dos candidatos que hora se apresentam, representa uma derrota para a cidade e para o povo.
É triste constatar que essa é a realidade da maioria dos municípios e estados brasileiros. É desalentador que na esfera federal esteja o pior exemplo e polo fomentador desse caos em que estamos naufragando sem esperanças.
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07 de setembro de 2008 às 2:02
Crivella tem sido o exemplo perfeito do padrão político a ser banido do cenário brasileiro. Misturou religião com política, inventou o "Cimento Social" que nada mais é que uma favelização com recursos públicos para compra de votos. Agora critica a repressão a ambulantes. Mas em seu discurso de campanha se diz o candidato que trará ordem para o Rio. O mínimo que se pode dizer dele é: FARIZEU!
Mas não é o único! Esse período de campanha eleitoral mostrou quão fracos, hipócritas e falsos são os candidatos. Nenhum deles apresentou, até o momento, um projeto viável e consistente. Todos prometem migalhas (o pão já sumiu) e circo.
11 de setembro de 2008 às 12:09
O TCU divulgou nomes de 3178 maus gestores públicos. Antes de votar, consulte a lista. Está disponível em http://www4.tcu.gov.br/contasirregulares/ContasIrregulares.pdf