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14/09/08 – Bolívia e América do Sul. Dividir para enfraquecer II.

Em 15 de setembro de 2008 às 9:47 | por Bruno Engert Rizzo | 735 leitura(s)
Brasil, Desgoverno, Internacional, Opinião, Política

A guerra civil que se instalou na Bolívia é apenas mais um capítulo de uma história desastrosa escrita pela esquerda populista.

Evo Morales, o índio e cocaleiro que está presidente da Bolívia, criou uma situação de tal forma insustentável que levou o país à guerra civil separatista.

Hugo Chavez, o bufão desbocado que está presidente da Venezuela, em solidariedade à Evo Morales expulsou o embaixador americano de seu país e prometeu enviar tropas à Bolívia para apoiar Evo Morales.

As Forças Armadas bolivianas reagiram e responderam que não admitirão intervenções externas.
O presidente Lula que confunde suas mal escolhidas amizades pessoais com política e com interesses do Estado Brasileiro, tem enterrado recursos brasileiros na Bolívia.

Agora, diante da crise Lula declarou através de Marco Aurélio Garcia que “não toleraremos uma ruptura do ordenamento institucional e constitucional boliviana, que já foi recentemente referendado por uma manifestação do povo com 67% de apoio a Evo Morales.”

O governo brasileiro mais uma vez agiu no impulso das simpatias pessoais produzindo uma ameaça vazia, desnecessária e inconseqüente.

Não cabe ao Brasil se intrometer na política interna de países vizinhos, pois fere a autodeterminação dos povos e pode criar uma situação diplomática difícil dependendo do desfecho da crise boliviana.

Parece um circo. E é!

A crise boliviana já afetou o fornecimento de gás ao Brasil e à Argentina com evidentes prejuízos para todos.

Desde que a esquerda populista vem conquistando o poder nas Américas do Sul e Latina, temos vivido crises que nos têm conduzido na contra-mão da criação de um bloco econômico. No século XXI haverá cada vez menos espaço para países que se isolam.

Mas a esquerda que assumiu o poder, parece só ter um objetivo. Qual seja, implantar um regime nos moldes do falido comunismo de Cuba em toda América Latina e do Sul.

O Foro de São Paulo é a prova incontestável desse projeto. Atualmente está na 13ª edição e tem reunido chefes de Estado como Fidel Castro, Hugo Chavez, Lula, representantes das FARCs e toda cúpula da esquerda do continente sul-americano.

Talvez a política de dividir para enfraquecer não tenha partido do Foro de São Paulo. Mas com toda certeza as metas idealizadas por esse grupo levaram a essa política entreguista e caótica cujo resultado tem sido uma pressão separatista em vários países.

A Bolívia já vive uma guerra separatista.

A Colômbia há décadas tem sofrido com as Forças Revolucionarias Colombianas que tem tentado implantar um regime narco-comunista em parte de seu território.

A Argentina também não vive seus dias mais calmos. Graças à política populista do casal Kirchner a Argentina está mergulhada numa crise que opõem produtores e governo.

No Brasil, vivemos um momento delicado com o movimento pró-demarcação de terras indígenas. Diante da legislação vigente e após a Declaração dos Direitos dos Povo Indígenas promovida pela Organização das Nações Unidas essa política acabará desencadeando uma série de movimentos pela autonomia e independência de terras indígenas.

Inicialmente a Amazônia será transformada numa colcha de retalhos com enclaves. A aceitação dessa situação poderá levar a transformação de toda Região Amazônica numa espécie de patrimônio da humanidade com progressivo questionamento da soberania brasileira.

A Venezuela é governada por um bufão lunático que mesmo com toda riqueza do petróleo está arruinando a economia do país. Além disso, Hugo Chavez representa uma permanente ameaça à paz para os países vizinhos e instabilidade política no mercado internacional do petróleo.

Enquanto a Europa e outros blocos buscam uma unidade transnacional se fortalecendo cada vez mais, na América do Sul, graças a essa esquerda nefasta que se apossou do poder, estamos trilhando o caminho inverso. Ou seja, estamos nos dividindo e enfraquecendo.

Se hoje já travamos uma negociação assimétrica com esses blocos e demais potências, não é difícil imaginar o que acontecerá com uma América do Sul retalhada em pequenos Estados sem recursos e poder limitado.

Seremos neo-colônias exploradas num modelo contemporâneo que nos transformará em cidadãos de segunda categoria.

A América do Sul precisa promover uma revolução para banir essa esquerda que, como uma doença, está nos matando aos poucos.

Precisamos de estadistas com visão de futuro que nos permitam sair desse ciclo de miséria e subserviência que domina a América do Sul há séculos.

O mundo adentrou o século XXI com crises de energia, água e alimentos que só tendem a se agravar.

A América do Sul tem uma condição impar que nos permitiria superar essas crises e gerar riqueza, explorando uma série de oportunidade decorrente da escassez de recursos naturais, água e terras agricultáveis.

Mas isso só será possível como um bloco supranacional sólido e com uma política externa clara e unitária.

Nota:
O Foro de São Paulo conta entre seus membros com a participação de diversos partidos e organizações políticas de esquerda da América Latina e do Caribe. A versão inglesa da Wikipédia citava os seguintes membros, no início de 2008:

  • Argentina - Partido Comunista da Argentina
  • Barbados - Movimento Clement Payne
  • Brasil - Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil, Partido Comunista Brasileiro
  • Bolívia - Partido Comunista da Bolívia
  • Cuba - Partido Comunista de Cuba
  • Chile - Partido Comunista do Chile, Partido Socialista do Chile, Movimento de Esquerda
  • Revolucionária
  • Colômbia - Partido Comunista Colombiano, Exército de Libertação Nacional, Forças Armadas
  • Revolucionárias da Colômbia
  • Costa Rica - Partido Popular Costariquenho
  • Dominica - Partido Trabalhista de Dominica
  • República Dominicana - Partido de Libertação Dominicano
  • El Salvador - Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional
  • Guatemala-União Revolucionária Nacional da Guatemala
  • Guiana - Aliança do Povo Trabalhador
  • México - Partido do Trabalho, Partido Socialista Popular, Partido da Revolução Democrática
  • Nicarágua-Frente Sandinista de Libertação Nacional
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