03/11/08 – Eleições presidenciais nos EUA, a grande farsa.
Geral, Internacional, Opinião, Política
Os Estados Unidos da América há décadas carregam o estandarte da “Maior Democracia do Mundo”.
Apesar do sistema eleitoral tão confuso quanto arcaico, duvidoso e sujeito a fraudes, os EUA se outorgaram o título de nação mais democrática e é sob essa bandeira que chegam a promover guerras para supostamente livrar outros povos de regimes “tirânicos”.
Contudo, a “Maior Democracia do Mundo” merece algumas reflexões.
O tema “Eleições Presidenciais” nos Estados Unidos da América tem dominado a mídia mundial desde o início de 2008.
No Brasil, por exemplo, ao longo do ano de 2008, a mídia mostrou mais interesse pelas eleições dos EUA do que pelas eleições municipais brasileiras. Estas só ganharam destaque um mês antes do pleito. Mesmo assim a cobertura foi parcial e em alguns meios não recebeu o espaço devido.
A desinformação ainda é uma marca registrada de nosso processo eleitoral, pois o povo não tem memória e o que decide as eleições são campanhas publicitárias que fabricam candidatos, podendo até transformar bandidos em beneméritos mocinhos.
Contudo, fora esse aspecto e a lamentável falha jurídica que permite a bandidos concorrerem a cargos eletivos, o Brasil tem um sistema eleitoral modelo. Nossas eleições são diretas, com urnas eletrônicas e uma inteligência cada vez mais sofisticada que dificultam fraudes e permitem uma apuração em poucas horas. Em nenhum outro país do mundo as eleições são tão transparentes e a apuração é tão rápida.
O mesmo não se pode dizer da “Maior Democracia do Mundo”.
A eleição presidencial dos EUA se dará no dia 04 de novembro de 2008 e o momento é oportuno para conhecer melhor o exemplo da “Maior Democracia do Mundo”.
Primeiro é de se estranhar uma democracia onde, apesar de existirem mais de 50 partidos, apenas dois se alternem no poder. Vale lembrar que as diferenças políticas entre esses dois, os Democratas e Republicanos, são tênues e muitas vezes imperceptíveis.
Na prática isso resulta numa eleição de um único partido onde a escolha recai sobre representantes de grupos econômicos que se apresentam ao povo como opositores políticos em partidos distintos.
Não é necessário ir longe para lembrar que George Bush é representante da indústria petrolífera americana e que alçou ao poder ex-diretores de empresas do ramo para conduzir a política do país. Os resultados, entre outros, foram duas guerras que envolvem interesses comerciais bilhionários e o Iraque que tem a segunda reserva de petróleo do mundo. A este último foi imposta uma resolução de 100 artigos que mostra claramente quais eram os objetivos da guerra. (Leia-se “As 100 Resoluções de Bremer” ou “The 100 Orders”)
Voltando à questão das eleições, os demais partidos que apresentam ideais políticos diferentes são insignificantes em termos políticos e são conhecidos como “Os Terceiros Partidos”. São aproximadamente 50 partidos onde há desde nazistas, comunistas, verdes, gays, cristãos e radicais de tipo.
O segundo aspecto que chama à atenção é que os estados adotam meios distintos para conduzir o processo eleitoral. Ou seja, não existe uma unidade nacional do sistema. Há urnas eletrônicas, urnas com leitores óticos, cartões perfurados criados em 1965, máquinas de alavancas criadas em 1892 e cédulas de papel. Essa adversidade e a precariedade de alguns desses meios tem sido responsáveis por lançar dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral nos EUA.
O voto não é obrigatório e a eleição para presidente e vice-presidente não é direta.
O presidente e seu vice formam chapas que são eleitas pelo Colégio Eleitoral dos Estados Unidos (United States Electoral College) composto por 538 delegados distribuídos pelos 51 estados e distritos, por um sistema que eles consideram “proporcional” as populações destes. A Figura 1 mostra a composição desse colégio eleitoral.
Figura 1
Essa proporcionalidade é estranha pois varia num espectro muito amplo. A tabela 1 mostra os estados, suas populações e os números de delegados.
Tabela 1

Vence as eleições o candidato que tiver 270 votos nesse colegiado.
O sistema mais parece um grande teatro no qual o povo é instado a votar apenas para que todos se convençam que vivem na “Maior Democracia do Mundo”.
Em cada estado, os eleitores recebem uma lista com candidatos a delegados de vários partidos.
Os delegados eleitos votam nas chapas de candidatos à presidente e vice-presidente. A chapa mais votada recebe todos os votos do estado. As exceções são os estados de Maine e Nebraska onde as regras são diferentes.
Não existe fidelidade dos delegados para com seus eleitores em relação ao voto. Ou seja, o delegado eleito para votar num determinado candidato não está obrigado a fazê-lo.
Por esse sistema, é possível que o presidente eleito pelo colégio eleitoral não seja aquele que teve o maior número de votos do povo.
Fora a questão de tudo ser tão nebuloso, existem ainda as pesquisas eleitorais. Lá como cá, a confiabilidade é baixa.
Atualmente Barack Obama está à frente de John McCain nas pesquisas.
Essa eleição traz um fato inédito na história dos EUA. Pela primeira vez, um candidato negro foi escolhido por um dos grandes partidos e concorre à presidência.
O fato das pesquisas apontarem Barack Obama como favorito é estranho e não seria surpresa se ele apesar da suposta popularidade perdesse a eleição.
Barack Obama representa em vários aspectos tudo que a América Anglicana sempre abominou. É negro, afro-americano, descendente de muçulmanos. Do ponto de vista político é ligado à esquerda, mas representa o mesmo grupo de interesses de Al Gore e Bill Clinton.
É difícil acreditar que um país de colonização anglicana, onde um atentado perpetrado por muçulmanos extremistas se transformou num trauma coletivo, eleja um presidente com as características de Barack Obama.
Caso ele realmente se eleja, será um sinal de mudança radical da sociedade dos EUA.
Apesar de Barack Obama pertencer a um dos dois partidos que vêm se alternando no poder, ele representa valores incompatíveis com a América tradicional anglicana.
Para o Brasil e para a América do Sul as conseqüências de sua eleição talvez não sejam as melhores. É provável que os movimentos da esquerda populista que nos sufocam e destroem, ganhem força.
Lula, numa atitude incompatível com o comportamento de um chefe de Estado, confundiu as eleições presidenciais nos EUA com uma partida de futebol e torce às escancaras por Barack Obama.
Seja qual for o sucessor de George W. Bush, herdará um país em crise, num estado de insolvência com uma guerra que é um atoleiro e sorvedouro de dinheiro, da qual não poderá se retirar sem perdas.
É muito provável que estejamos diante do ocaso da maior potência mundial, onde a diferença entre Republicanos ou Democratas será apenas o tempo da consolidação da decadência.
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03 de novembro de 2008 às 8:23
posso estar enganada, Obama será eleito, mas duvido que irá tomar atitudes que irão contra as metas do país, ele depende da aprovação do Congresso e até agora não apresentou nenhum projeto plausível para tirar o país da crise, a cada dia ele se parece mais com Lula, só falação, mas lá, diferentemente daqui, o povo quer e exige resultados.
05 de novembro de 2008 às 7:02
Stella, nossa leitora mais assídua, acertou a previsão. Obama venceu as eleições. Agora descobriremos quem ele é realmente e a que veio. Em princípio, se Lula e os que o cercam estão felizes, estou triste.
06 de novembro de 2008 às 6:24
Esse site é racista e burgues. Vces da elite burguesa deve di tá se roendo de raiva com a vitoria de Obama. É bom ir si acustumando. Agora é nossa vez di comer du bom e du melhor.