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	<title>Comentários sobre: 10/12/08 &#8211; Pingos nos “is” do AI5.</title>
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	<description>Pela construção de um futuro seguro e melhor para as próxima gerações.</description>
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		<title>Por: Administrador</title>
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		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 11:06:54 +0000</pubDate>
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		<description>Vivi este período no Rio de Janeiro, mais precisamente na zona Sul. Naquela época meu pai já tinha, no escritório em plena av. Rio Branco, uma biblioteca com mais de 3000 livros sobre os assuntos mais variados, inclusive um sobre doutrina soviética, entre outros considerados &quot;proibidos&quot;. Os livros não ficavam escondidos. Nunca fomos perturbados, pelo contrário, meu pai sempre foi tratado com o maior respeito por militares e policiais, sem ter qualquer amigo influente. Por outro lado tivemos um conhecido, estudante da politécnica, que ingenuamente foi envolvido pela esquerda radical em atividades clandestinas. Este sim, passou a ser procurado e teve que se esconder por alguns meses. Por sinal foi meu pai que o escondeu em nossa casa. Mas logo que mudou de vida e abandonou os &quot;amigos&quot; deixou de ser procurado. Também tive um professor que em vez de dar aula de geografia fazia proselitismo marxista em plena sala de aula. Foi convidado a se retirar do país sem que lhe tocassem num único fio de cabelo. Da janela do escritório do meu pai vi uma verdadeira guerra campal entre estudantes e polícia na Av. Rio Branco. De fato foram cenas fortes. Poderia contar algumas histórias ou pedir ao meu pai que lhe contasse muitas outras, pois ele viveu aquele período com mais maturidade e lucidez do que eu. Talvez a história mais interessante seja aquela de listas de cidadãos brasileiros que a esquerda já havia julgado &quot;in absentia&quot; e condenado à morte, simplesmente por serem considerados burgueses opositores do comunismo. Seriam justiçados tão logo a revolução proletária &quot;triunfasse&quot;. Estas listas eram pregadas em postes nas ruas ou colocadas no alto de coberturas em pilhas de papel molhado que conforme iam secando se espalhavam com o vento.  Estas não são histórias de ouvi dizer que... Eu vi uma destas listas catada na rua por meu pai. Saudações BER.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vivi este período no Rio de Janeiro, mais precisamente na zona Sul. Naquela época meu pai já tinha, no escritório em plena av. Rio Branco, uma biblioteca com mais de 3000 livros sobre os assuntos mais variados, inclusive um sobre doutrina soviética, entre outros considerados "proibidos". Os livros não ficavam escondidos. Nunca fomos perturbados, pelo contrário, meu pai sempre foi tratado com o maior respeito por militares e policiais, sem ter qualquer amigo influente. Por outro lado tivemos um conhecido, estudante da politécnica, que ingenuamente foi envolvido pela esquerda radical em atividades clandestinas. Este sim, passou a ser procurado e teve que se esconder por alguns meses. Por sinal foi meu pai que o escondeu em nossa casa. Mas logo que mudou de vida e abandonou os "amigos" deixou de ser procurado. Também tive um professor que em vez de dar aula de geografia fazia proselitismo marxista em plena sala de aula. Foi convidado a se retirar do país sem que lhe tocassem num único fio de cabelo. Da janela do escritório do meu pai vi uma verdadeira guerra campal entre estudantes e polícia na Av. Rio Branco. De fato foram cenas fortes. Poderia contar algumas histórias ou pedir ao meu pai que lhe contasse muitas outras, pois ele viveu aquele período com mais maturidade e lucidez do que eu. Talvez a história mais interessante seja aquela de listas de cidadãos brasileiros que a esquerda já havia julgado "in absentia" e condenado à morte, simplesmente por serem considerados burgueses opositores do comunismo. Seriam justiçados tão logo a revolução proletária "triunfasse". Estas listas eram pregadas em postes nas ruas ou colocadas no alto de coberturas em pilhas de papel molhado que conforme iam secando se espalhavam com o vento.  Estas não são histórias de ouvi dizer que... Eu vi uma destas listas catada na rua por meu pai. Saudações BER.</p>
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		<title>Por: Stella</title>
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		<dc:creator>Stella</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 00:36:13 +0000</pubDate>
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		<description>Bruno, como sempre teus artigos são perfeitos, aliás você fez um resumo histórico daquele período, onde houveram sim excessos, mas é imperdoável essa tentativa de transformar bandidos em heróis beneficiando-os com polpudas e indevidas indenizações.
Como sempre tentam desvirtuar fatos históricos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bruno, como sempre teus artigos são perfeitos, aliás você fez um resumo histórico daquele período, onde houveram sim excessos, mas é imperdoável essa tentativa de transformar bandidos em heróis beneficiando-os com polpudas e indevidas indenizações.<br />
Como sempre tentam desvirtuar fatos históricos.</p>
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