Fotografia, arte e revolução.
Fotografia, Preto e Branco

Fotografia literalmente traduzindo é “desenhar com a luz”.
Desde o surgimento das primeiras e rudimentares máquinas caixote a fotografia evoluiu muito do ponto de vista da tecnologia dos equipamentos.
A eletrônica que hoje está presente na vida moderna, em praticamente tudo que fazemos, também revolucionou a fotografia tornando-a popular. Câmaras fotográficas passaram a ser um assessório quase indispensável e estão embutidas em celulares ou se tornaram tão reduzidas que cabem em qualquer bolso e estão ao
Toda essa fabulosa evolução da era contemporânea que transformou ficção cientifica em realidade, trouxe efeitos colaterais que pouco são percebidos.
Cada vez mais somos uma sociedade visual. Vivemos uma superexposição diária onde imagens substituem palavras, fazem publicidade, registram ou deturpam a verdade e a história, flagram, denunciam, seduzem e são responsáveis por estímulos diversos, tanto positivos como negativos.
Se por um lado à eletrônica e a tecnologia popularizaram as câmeras, por outro tornaram o ato de fotografar algo tão banal que fazer um “click” não requer arte, conhecimento, ou ciência. A eletrônica resolveu tudo. Focar, escolher diafragma, tempo de exposição, explorar campo e tantos outros aspectos técnicos se tornaram irrelevantes e desnecessários.
Essa facilidade transformou a fotografia em algo novo que ainda não tem nome, mas poderia ser denominado foto “momento”. A foto que no passado era estudada e planejada passou a ser praticada por impulso para registrar momentos. A qualidade final também passou a ter uma importância menor, se comparada ao padrão de foto “arte” do passado. Apesar disso, os resultados da foto “momento” não raro são obras de arte dignas da assinatura dos melhores artistas.
A foto “arte” não desapareceu, mas com toda certeza é cada vez maior o contingente de fotógrafos adeptos da foto “momento”.
Além disso, o fato de não ser mais necessário revelar e ampliar a foto, criou um produto “grátis” que cada um produz na quantidade necessária para saciar a própria ambição. Numa sociedade como a nossa, onde tudo é comprado e pago, esse é um aspecto sedutor.
Por todas essas facilidades tão atraentes, milhões de imagens são produzidas e arquivadas em bancos de imagens particulares diariamente ou lançadas na grande rede. O registro iconográfico do planeta Terra tem hoje um acervo jamais sonhado. Não há um recanto de nosso planeta que não tenha fotos.
Augusto Malta um dos ícones da fotografia brasileira produziu durante toda sua vida um acervo que talvez tenha chegado a 30 mil imagens. Seus contemporâneos não produziram muito mais.
Essa produção chega a ser insignificante diante da facilidade de fotografar e capacidade de produção individual nos dias atuais.
O lado positivo, de toda essa evolução e grande transformação, é sem dúvida esse gigantesco acervo de fotos clicadas mundo afora e disponibilizadas gratuitamente na grande rede.
Pode parecer insignificante mas não é. Num mundo que cada vez mais acentua desigualdades e polariza a sociedade global tentando se impor como G7 e o resto, a internet juntamente com essa facilidade de produção de imagens promoverão uma grande revolução.
A internet tem sido responsável por uma imensa revolução. Segredos e conhecimento guardados a sete chaves nos cofres mais seguros das maiores corporações, já caíram na grande rede que os dissemina e distribui levando o conhecimento a transpor fronteiras, independente de classe social, credo, etnia ou qualquer outra barreira.
A fotografia é outro poderoso instrumento que aliado à internet reforçará essa revolução. É através dessas duas maravilhas que cada indivíduo se torna cidadão do mundo e pode literalmente irradiar seu ponto de vista além de todas as fronteiras.
Essa liberdade e facilidade que nos permitem concorrer em condições de igualdade com a grande mídia mundial é a força revolucionaria que transformará o mundo.
Pela imagem e pela internet o indivíduo deixa de ser apenas um dentre 6,2 bilhões e ganha identidade bem como voz ativa num gigantesco forum global.
Não se trata da imagem das feições individuais, mas sim de sua ótica, ou seja, de sua forma de ver o mundo, de sua vontade e de seu comportamento perante o mundo e fatos que vive.
Tudo isso que hoje parece um imenso caos, com o tempo levará o mundo a tomar um rumo mais próximo das necessidades e vontades coletivas transformando indivíduos que hoje são apenas uma estatística de população em cidadãos do mundo.
Esse espaço aqui criado servirá para expor fotografias pelo simples prazer de dividir, mas também permitirá explorar temas onde imagens valem mais que palavras.
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