01/05/09 – Fotografia panorâmica.

Rio de Janeiro - enseada de Botafogo. Negativo de vidro. Foto: Marc Ferrez, 1880
As últimas décadas trouxeram uma verdadeira revolução para a fotografia.
Em pouco tempo passamos de câmaras mecânicas para câmaras semi-automáticas. Logo depois a eletrônica foi incorporada à fotografia e na última década a microeletrônica juntamente com a informática baratearam equipamentos e tornaram a fotografia tão simples, que crianças talvez consigam clicar antes de aprender a falar.
A corrida por Mpixel e zoom parece não ter fim.
Além disso, surgiram programas que permitem trabalhar imagens de forma absolutamente revolucionária.
Muitos profissionais criticam todas essas facilidades e alegam que a tecnologia banalizou a arte de fotografar. Não deixam de ter razão, mas o mesmo aconteceu na engenharia, na medicina e em outras áreas. É o processo evolutivo.
Há algumas décadas tirar uma fotografia panorâmica demandava uma máquina especial que não só era cara como também difícil de operar.

Objetiva Dellmeyer. tele e negativo de vidro ao colodio seco.
Para amadores ou mesmo profissionais de menos recursos, só sobrava à técnica da velha tesoura e da cola. É evidente que o trabalho não ficava perfeito mas não havia outra opção.

Foto montagem. RJ, Angra dos Reis. Foto: Bruno Engert Rizzo. 2004
Atualmente algumas máquinas de última geração já têm uma função “panorama” incorporada que permite tirar várias fotos seguidas de uma cena e gerar uma foto panorâmica.
Mas existem também programas como o Photoshop. Esse entre uma centena de funções de tratamento de imagem permite montar uma foto panorâmica a partir de várias fotos tiradas em seqüência.

Panorâmica. RJ, Rio de Janeiro, Baia de Guanabara. Foto: Bruno Engert Rizzo. 2008
Com alguns cuidados a montagem sai praticamente perfeita.
O programa não só escolhe as melhores linhas de corte como também disfarça emendas e compensa diferenças de luz que são inevitáveis quando se tira fotos de ângulos distintos com concequente mudança de incidência do sol.
Panorâmica. RJ, Rio de Janeiro, Baia de São Francisco. Foto: Bruno Engert Rizzo. 2009
A grande dificuldade nos centros urbanos é a névoa que torna o horizonte nebuloso.
A montagem pode ficar com pouco contraste.
Para tirar boas fotos panorâmicas e de paisagens a melhor época do ano é esta que estamos agora, de preferência num dia de sol subsequente ao um dia de chuva. O céu é azul anil e praticamente não há névoa ou núvens.

Panorâmica. RJ, Niterói. Ilha da Boa Viagem. Foto: Bruno Engert Rizzo, 2008
Complementação em 04/05/09.
Para montar uma foto panorâmica é importante lembrar de alguns aspectos técnicos que melhoram a qualidade da montagem.
1 – Apoiar a câmara num tripé com cabeça giratória é fundamental. Fotos seqüenciais sem apoio geram imagens com pequenas variações no ângulo do eixo ótico da câmara. Ainda que essas variações sejam reduzidas, às distorções nas fotos podem ser grandes, a ponto de prejudicar a montagem.
2 – Na medida do possível, o horizonte a ser fotografado deve estar em posição simétrica em relação ao sol. Nem sempre isso é possível. O sol oblíquo à lente acaba gerando fotos difíceis de montar sem que fique uma faixa de tonalidade mais clara ou escura.
3 – As fotos devem ser tiradas de forma que exista um mínimo de superposição. Nas montagens com Fotoshop uma superposição de 1/5 para cada lado é suficiente. Nas montagens manuais é conveniente ter uma superposição maior, da ordem de 1/3 para cada lado, pois as distorções crescem do centro para as bordas da foto.
4 – Panorâmicas com mar e ondas são muito difíceis de serem montadas e demandam uma série de retoques pois de uma foto para outra a superfície da água muda o que torna as emendas visíveis, principalmente quando existem ondas no primeiro plano. Além disso o espelho d´água gera reflexos diferenciados de luz que são visíveis como faixas de contrate e brilho diferentes na montagem.
5 - Outro aspecto importante é evitar compor a foto com objetos em distâncias focais diferentes. O ideal é que toda foto esteja no horizonte com foco infinito. Caso existam objetos fora desse plano o foco deve ser ajustado para o mesmo das demais fotos ou não haverá continuidade de foco na montagem.

5 – A montagem fica praticamente perfeita com programas como PHOTOSHOP CS3 ou CS4.
Para fazer a montagem é necessário carregar as fotos e entrar na função
FILE>AUTOMATE>PFOTOMERGE
Existem algumas opções a serem escolhidas, podendo a montagem ser feita automaticamente.
Feita a montagem, a foto é cortada. Havendo necessidade de retoques no brilho, contraste ou disfarces de emendas, o próprio programa oferece uma série de ferramentas.

RJ - Niterói - Construção da Plataforma de Mexilhão. Foto: Bruno Engert Rizzo - 2009
A montagem acima praticamente não demandou retoques, pois o sol estava numa posição conveniente e o espelho d' água liso. Além disso os reflexos na água ajudam a disfarçar pequenas diferenças de intensidade de luz.
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04 de maio de 2009 às 8:49
Seu site está muito maneiro. Me amarrei nas fotos panoramicas. Voce poderia explicar melhor como são feitas essas montagens?
Andreia
04 de maio de 2009 às 8:51
Cara Andreia.
A pedido, vamos complementar o artigo.
SDS
Bruno
06 de maio de 2009 às 7:39
Nice photos. Your country is beautiful. Inspite of my difficulties to read portuguese I enjoy your site.