06/05/09 – Bolsa Família é compra de voto à prestação II
Brasil, Desgoverno, Geral, Opinião, Politicas Públicas, Política
O Brasil tem atualmente 5564 municípios.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social – MDS em 1200 cidades, ou seja, pouco mais de 21% do total, a cobertura do Fome Zero varia de 50% a 96% das famílias.
Somente no mês de março de 2009 foram 11,22 milhões de bolsas pagas a 52,9 milhões de pessoas direta ou indiretamente, a um custo total de R$ 954.013.815,00.
Agora o governo está preparando mais um gigantesco golpe eleitoreiro, pois pretende elevar o teto de renda máxima das famílias beneficiadas. Com essa medida o governo ampliará gradativamente o atendimento até 12,9 milhões de famílias e poderá chegar a 33% da população do país.
Em 03/05/09 o jornal o GLOBO publicou um artigo apresentando os números da proporção da população atendida pelo programa.

Segundo o próprio MDS esses recursos foram distribuidos conforme a tabela a seguir.

Diante dos números, a comparação com a Alemanha de pós-guerra feita no artigo anterior é inevitável. Ao final da II Guerra a Alemanha absolutamente destruída e derrotada tinha uma população da ordem de pouco mais de 60 milhões de habitantes.
Em 1945 as principais cidades estavam destruídas, a infra-estrutura do país quebrada e as indústrias de maior importância que não foram “deportadas” para os Estados Unidos ou União Soviética, estavam com a capacidade de produção reduzida.

Para evitar que o comunismo avançasse na Europa, os EUA idealizaram e financiaram o Plano Marshall que representou uma ajuda financeira no valor total de US$ 13 bilhões de dólares para toda Europa livre ou ocupada pelos Aliados.
Desse total, a Alemanha recebeu US$ 1,39 bilhões, além de US$ 1,17 bilhão em donativos e um empréstimo de US$ 217 milhões.
Com esses recursos e uma população da ordem de grandeza dos nossos beneficiados pelo Bolsa Família, a Alemanha em poucos anos se reergueu e hoje é um potência.
Note-se que o Bolsa Família custa ao país mais do que um Plano Marshall por ano.
Os resultados estão longe de transformar o Brasil numa potência. Pelo contrário, o Bolsa Família juntamente com políticas públicas medíocres estão nos conduzindo ao extremo oposto. Somos cada vez mais um país de uma grande massa populacional vivendo em condições precárias com famílias cujo único legado para as próximas gerações é um grande vazio de esperança.
O Bolsa Família sem uma política de ensino decente é apenas uma escravização de famílias que estão sendo transformadas em “seres” fieis às mãos que os alimentam.
Se o Bolsa Família hoje atende 52,9 milhões de brasileiros, é certo que esses beneficiados apóiem incondicionalmente Lula e toda política medíocre que tem imposto ao país.
Essas famílias que hoje recebem o Bolsa Família e em troca engrossam as estatísticas de popularidade do presidente, não têm capacidade de perceber todo pacote que estão recebendo junto com o auxílio manutenção da miséria e quanto estão comprometendo o futuro de seus descendentes.
O Bolsa Família deveria ser um programa complementar a uma série de políticas públicas com o objetivo de transformar miseráveis cronicamente dependentes de ajuda assistencial em produtores do próprio sustento e riqueza.
Mas não existe uma política de ensino consistente e honesta que permita transformar filhos de miseráveis em cidadãos preparados para alavancar o desenvolvimento do país.
Na realidade o Bolsa Família está inserido num projeto de poder que visa apenas perpetuar a esquerda no governo e aos poucos implantar no país um regime comunista nos moldes de Cuba. Esse é na realidade o único projeto real que Lula e seu grupo têm para o país. Esse projeto tem várias vertentes que se tornam cada mais evidentes. O golpe está sendo preparado sob nossos olhos e a sociedade civil parece não perceber o rumo que o país está tomando.
Os indícios mais visíveis desse projeto estão nos jornais, mas têm sido interpretados como fatos isolados e de menor importância. Por trás desse aparente caos que mistura corrupção, incompetência, negligência ou mesmo ações equivocadas há muito mais do que simples coincidências.
1 – O governo faz apologia ao regime de Cuba abertamente, sendo Fidel Casto e tudo que ele representa idolatrado por Lula e praticamente todo primeiro escalão.
2 – O estado está sendo aparelhado.
3 – A corrupção endêmica permite drenar recursos públicos para financiar projetos conflitantes com interesses do Estado.
4 – A oposição política foi comprada e transformada em força aliada através de favores, cargos e outras benesses.
5 – O MST e movimentos congêneres estão sendo armados, organizados e financiados com recursos públicos para formar um exército revolucionário. Seus crimes tem sido tolerados e minimizados até pelo ministro da Justiça que confunde crime com “movimento social”.
6 – O ensino público foi destruído criando assim gerações de indivíduos cronicamente dependentes de políticas assistenciais e incapazes de avaliar o governo.
7 – O Bolsa Família e outros programas similares tornam a população dependente e politicamente fiel à mão que a alimenta.
8 – As Forças Armadas estão sendo sucateadas, acuadas e imobilizadas com campanhas difamatórias. Em paralelo foi criada a Força Nacional de Segurança Pública subordinada ao Ministério da Justiça. Além de ser uma aberração constitucional é altamente questionável do ponto de vista do equilíbrio de poder subordinar uma tropa de combate ao poder Judiciário.
9 – O governo tem investido somas progressivamente mais elevadas em campanhas publicitárias enganosas que transformam fracassos em grandes projetos. Os exemplos mais recentes são o PAC da Saúde, o próprio PAC, o programa de 1.000.000 de moradias e praticamente tudo que o governo tem prometido.
10 - Todos os programas como PAC, 1.000.000 de moradias e outros são promessas que não serão cumpridas e se prestam à chantagem eleitoral do voto pela continuidade de programas inacabados. No caso específico do programa de moradias, Lula já avisou que não há compromisso de prazo. Ou seja: "se quiser casa, vote em Dilma."
Ainda que todos esses aspectos fossem apenas coincidências, cada um dos itens enumerados, isoladamente e por si, é inaceitável.
Mas não há oposição e a sociedade civil organizada não se mobiliza para colocar um basta nesse projeto que em partes e no todo está arruinando o país.
Estamos há um ano de eleições presidenciais e Lula juntamente com Dilma estão em franca campanha eleitoral comprando votos e fidelizando eleitores sem qualquer oposição de peso.
A mídia tem desempenhado um papel sofrível, pois com raras exceções se limita a reproduzir escândalos que brotam como ervas daninhas, mas tem evitado exercer seu verdadeiro papel que é formar opinião.
Ainda que Lula ou Dilma não se elejam, o estrago já está feito, pois sanear a administração pública e reconduzir o país ao rumo do desenvolvimento é um processo demorado. Além disso, não existe no cenário político atual uma liderança de expressão com estofo moral e capaz de apresentar um projeto de reconstrução do Brasil livre de todos os vícios implantados e alimentados nas últimas décadas.
Urge que formadores de opinião se engajem e que lideranças legítimas se formem para que possamos voltar a sonhar com um futuro melhor.
(Continuação em 20/05/09)
Em 20/05/09 o Globo publicou uma matéria com o seguinte título:
"Bolsa Família inclui até moradores de rua. Embora benefício pressuponha comtrapartida, governo vai ampliar ainda mais número de atendidos nesse segmento."
Lula estenderá o benefício a 600 mil moradores de rua, acampados do movimentos sem terra e remanescentes de quilombos.
O governo partiu para a corrupção social explícita e ninguém se manifesta. O Tribunal Superior Eleitoral - TSE já deveria ter interferido. O uso eleitoral de programas sociais é imoral e criminoso. O TSE também já deveria ter se manifestado pelo fato de Dilma Rousseff e Lula estarem em plena campanha eleitoral fora de época.
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21 de julho de 2010 às 8:30
...tristeza pro futuro do nosso país.........
onde estao as forças armadas pra frear toda essa corrupçao e eliminar todos os bandidos do seio da naçao.