Célula de Hidrogênio
As primeiras células de combustível foram desenvolvidas no século XIX. Contudo, não tiveram aplicação prática até 1960, quando foram a solução ideal para o programa espacial americano, pois produziam energia e água potável.
Genericamente, seu princípio de funcionamento é o reverso da eletrólise.
É um processo eletroquímico no qual se injeta hidrogênio e oxigênio através de um catalizador que os transforma em água pura liberando energia.
A tecnologia extremamente promissora para o futuro, pois é uma forma limpa de gerar energia e água. Ambos cada vez mais escassos no planeta. Não há resíduos a não ser água o que viria de encontro a necessidade de reduzir emissão de gás carbônico.
Já existem sistemas híbridos combinado células fotovoltaicas com células combustíveis. Esses sistema são interessantes por pelo fato de garantirem uma geração contínua e autônoma. Ou seja, enquanto há sol, as células fotovoltaicas produzem energia que alimenta o consumo e com o excedente faz a eletrólise da água separando o hidrogênio do oxigênio. Quando não há sol, as células combustíveis entram em funcionamento fazendo o processo inverso, gerando energia. Esse sistema é fechado, ou seja a água é aproveitada num ciclo contínuo.
Ainda existem algumas dificuldades técnicas a superar, pois as células superaquecem e os catalizadores mais eficientes são de platina. Além disso o oxigênio e o hidrogênio precisam se puros.
Atualmente é empregado o Nafion que permitiu reduzir o custo dos catalizadores e grande parte dos problemas já foi superada.
Contudo, já existem veículos, telefones celulares, laptops e outros equipamentos com células de hidrogênio. A Toshiba por exemplo, desenvolveu micro geradores para pequenos aparelhos.
O Japão já iniciou a fabricação de veículos em escala industrial.
Nos Estados Unidos, Japão e Alemanha está sendo instalada uma rede de postos para abastecimento de hidrogênio.
No Brasil, apesar de estarmos um pouco atrasados em relação a outros países como Japão, Alemanha e Estados Unidos, a Petrobrás já desenvolveu um protótipo de veículo movido a hidrogênio adotado em fase experimental por diversas empresas.
Atualmente a fonte de hidrogênio mais barata é o gás ou mesmo o etanol. Mas essa não é uma solução definitiva. O gás é um hidrocarboneto não renovável e já está na matriz energética global. Já o etanol, apesar de renovável é questionável diante da crise mundial de alimentos e da necessidade de uso de fertilizantes que vêm de hidrocarbonetos. A solução ideal é a híbrida com células fotovoltaicas.
Quando todas as dificuldades técnicas dessa tecnologia forem superadas, veículos e residências poderão se transformar em micro-usinas gerando energia para se autosustentar. O excedente poderá ser comercializado.
A tecnologia é tão promissora que já se fala na era do hidrogênio em substituição a era do petróleo.
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05 de maio de 2011 às 10:35
otima reportagem, obrigado.
18 de maio de 2012 às 11:51
SABE-SE QUE A ENERGIA LIMPA É NECESSÁRIA E QUE A ÁGUA POTÁVEL ESTÁ SE TORNANDO ESCASSA, ENTÃO PORQUE AS PESQUISAS NÃO AVANÇAM OU NEM MESMO SÃO DIVULGADAS EM MAIOR ESCALA?
EXISTEM, SERÁ, COFLITOS DE INTERESSES?