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01/02/10 – “Anos de Chumbo” x “Era sem Lei”.

Em 01 de fevereiro de 2010 às 9:55 | por Bruno Engert Rizzo | 1.341 leitura(s)
Atuação de parlamentares, Brasil, Corrupção, Desgoverno, MST, Opinião, Política

A expressão “Anos de Chumbo” teve origem num filme alemão de Margarethe von Trotta. O filme tem como pano de fundo a atividade do grupo terrorista alemão de esquerda, “Rote Armee Fraktion – RAF”, mais conhecido por Baader Meinhof.

O título original do filme é “Die bleierne Zeit” (Os anos de Chumbo) e está associado à violência com a qual este grupo terrorista impunha seu ponto de vista e queria iniciar uma revolução.

Coincidentemente o Baader Meinhof foi particularmente ativo na década de 70, quando a esquerda brasileira tentou sua segunda revolução armada no Brasil e fracassou.

Tanto na Alemanha como no Brasil a esquerda adotou o terrorismo para  impor sua revolução e instabilizar o governo, deixando um rastro de execuções, sequestros, assaltos a bancos, explosões e outros crimes. É interessante que a esquerda brasileira e o grupo terrorista alemão adotaram como bíblia o “Minimanual do Guerrilheiro Urbano” escrito por Carlos Marighella em 1969. (Ver nota 2 no final do artigo).

Na Alemanha os terroristas foram tratados como o que realmente eram, ou seja, criminosos.

No Brasil a esquerda seguiu à risca o Minimanual de Marighella, mas seus integrantes foram anistiados, receberam gordas indenizações e galgaram o poder manipulando um operário mal letrado.

Os ministros mais influentes de Lula pertenceram a estes movimentos de esquerda e todos, sem exceção cometeram crimes. Franklin Martins e Dilma Roussef, por exemplo, recentemente e mesmo na condição de ministros, tiveram os vistos de entrada para os EUA negados por terem praticado crimes. Os arquivos que aqui insistem em esconder, lá são amplamente conhecidos.

Aqui a alcunha “Anos de chumbo” foi adotada pela esquerda num contexto distorcido, pois não ficou associado à violência da esquerda, mas sim, a reação dos militares que impediram que o Brasil se tornasse mais uma República satélite da União Soviética.

Após os chamados “Anos de Chumbo” o Brasil conquistou a democracia. 

Neste novo regime praticamente foi proibido proibir e sucessivos governos num golpe de demagogia e populismo foram se tornando progressivamente mais permissivos.

Para quem não lembra, no Rio de Janeiro Leonel Brizola proibiu a polícia de entrar em favelas, praticamente declarando-as “santuário”.

A consequência deste ato foi imediata. O crime organizado se encastelou nos morros e de lá não saiu mais.

No rastro desta medida foram surgindo outras, que transformaram cidadãos brasileiros em pródigos conhecedores de direitos, mas analfabetos quanto às obrigações.

Aos poucos, a tal democracia que todos supostamente desejavam, foi abandonada, pois o povo se afastou do processo de eleições, alma da democracia.

Neste período o país foi incapaz de gerar ou identificar lideranças políticas sérias. Não tivemos estadistas e progressivamente o Brasil foi se entregando a políticos medíocres que são uma mistura balanceada de ignorância, ma fé, desonestidade, imoralidade e boçalidade.

Graças a este processo, o país teve o sistema político arruinado e o Estado aparelhado com gente despreparada, cujo currículo se resume a ter sido sindicalista, “companheiro” ou ser comprável. Mergulhamos numa era de corrupção, fraudes e imoralidade onde tudo é negociável, independente de partido, ideologia ou interesse do Estado brasileiro.

Toda estrutura jurídica foi subvertida e as leis só valem para enquadrar inimigos.

Bandos criminosos como os Movimentos dos Trabalhadores sem Terra e outros que não passam de guerrilheiros e baderneiros, foram alçados a “movimentos sociais legítimos” pelo ministro da Justiça Tarso Genro e ganharam salvo conduto para desrespeitar a lei. Depredaram o Congresso, saqueiam, roubam, matam e suas lideranças continuam impunes, com direito a aula magna em universidades federais. (Ver nota 1 no final do artigo.)

A classe política praticamente tem imunidade criminal, podendo atuar livremente na certeza da impunidade. Nem imagens contundentes como aquelas do deputado escondendo dinheiro de propina nas meias, levam a quaisquer consequências.

O próprio presidente da República, ou não sabe de nada, ou acintosamente desrespeita decisões legais e a própria lei.

Desde o ano passado, sua candidata, a ex-guerrilheira revolucionária de esquerda Dilma Rousseff (codinomes Estela, Luiza, Patricia ou Wanda), está em franca campanha eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral não se pronunciou. Age como se o assunto fosse de competência de outra pasta.

Quanto às decisões do Tribunal de Contas da União, têm sido desrespeitadas e tratadas como se fossem meros conselhos ou artigos de um reporter inconveniente.

Nas últimas décadas, o Brasil perdeu uma oportunidade ímpar de se tornar uma das potências globais do século XXI. Permitimos que gente despreparada e desprovida de moral assumisse o país para transformá-lo em balcão de negócios cujo único objetivo é implantar um regime de esquerda autoritário, corrupto e ineficiente.

Este período da história do Brasil que está sendo escrito ainda não foi batizado e é cedo para que possamos ter uma visão de tudo que está acontecendo.  

Se a esquerda não deturpar fatos como de costume, talvez este período fique conhecido como “era sem lei”. Queria o destino, a bem de nossos filhos e netos, que esta era se encerre em 2010.

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Nota 1: para aqueles que não sabem, o MST e seus similares estão sendo estruturados nos moldes de um exército revolucionário que tem recebido verbas federais através de ONGS. A maioria destes repasses é ilegal e está sendo questionada pelo TCU.  No momento certo este exército poderá ser armado....

Aqueles que não ainda não conhecem o verdadeiro MST e seus genéricos, assistam aos vídeos abixo.

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Nota 2 - Índice do Minimanual do Guerrilheiro Urbano de Carlos Marighella.

1. Uma Definição do Guerrilheiro Urbano
2. Como Deve Viver e Subsistir o Guerrilheiro Urbano
3. Preparação Técnica do Guerrilheiro Urbano
4. As Armas do Guerrilheiro Urbano
5. O Tiro: A Razão para a Existência do Guerrilheiro Urbano
6. O Grupo de Fogo
7. A Logística do Guerrilheiro Urbano
8. A Técnica do Guerrilheiro Urbano
9. Características da Técnica das Guerrilhas

9.1. A Vantagem Inicial da Guerrilha Urbana

  • Surpresa
  • Conhecimento do Terreno
  • Mobilidade e Velocidade
  • Informação
  • Decisão

9.2. Objetivos das Ações de Guerrilha Urbana

9.3. Sobre os Tipos e Natureza de Modelos de Ação para os Guerrilheiros

  • Urbanos
  • Assaltos
  • O Assalto a Banco como Modelo Popular
  • Batidas
  • Ocupações
  • Emboscada
  • Táticas de Rua
  • Greves e Interrupções de Trabalho
  • Deserções, Desvios, Confiscos, Expropriações de Armas, Munições e Explosivos
  • Libertação de Prisioneiros
  • Execuções
  • Seqüestros
  • Sabotagem
  • Terrorismo
  • Propaganda Armada
  • Guerra de Nervos

9.4. Como Executar a Ação

  • Algumas Observações nas Táticas
  • Resgate de Feridos

10. Segurança da Guerrilha
11. Os Sete Pecados da Guerrilha Urbana
12. Apoio Popular
13. Guerrilha Urbana, Escola para Selecionar o Guerrilheiro

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Uma Resposta para “01/02/10 – “Anos de Chumbo” x “Era sem Lei”.”

  1. Leandro Teles Rocha escreveu:


    Ótimo artigo. Parabéns.


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