10/03/10 – O gigante precisa acordar agora
Atuação de parlamentares, Brasil, Corrupção, Futuro, Opinião, Política
Gigante deitado eternamente em berço esplêndido, o Brasil está adormecido há 500 anos, sem nunca ter acordado.
Hoje somos mais de 190 milhões de brasileiros a viver numa terra de dimensão continental, que pela geografia está livre de grandes desastres naturais e tem recursos em abundancia para enfrentar a era da escassez que será o século XXI.
Apesar deste berço esplêndido, em 500 anos de existência, o país foi incapaz de se desenvolver de forma sustentável. Tínhamos todos os requisitos para ser uma das potências globais e o mundo talvez fosse mais equilibrado se o Brasil tivesse participado de forma ativa do jogo do poder nas últimas décadas.
Falhamos por um detalhe. Não conseguimos, em 500 anos de história, fazer brotar desta Nação uma elite política capaz de conduzir o Brasil e seu povo de forma contínua, tranquila e segura rumo ao desenvolvimento.
Pelo contrário, todo nosso gigantismo e vantagens como abundância de recursos naturais, têm sido consumidos por uma classe política despreparada e corrupta, que é a escória da sociedade, e se encastelou no poder.
Vivemos um ciclo vicioso no qual o povo apático ou ignorante se mantém à margem do processo político, permitindo que o país seja destruído e anulado em seu gigantesco potencial. Deste ambiente só brotam políticos medíocres que fomentam o processo de ignorância e apatia do povo, fechando e perpetuando o ciclo.
Enquanto outros países já romperam este ciclo há mais de um século, lamentavelmente continuamos reféns. Do ponto de vista do consumo, já temos hoje uma classe média. Contudo esta classe média é cega no que diz respeito a escolha de seus representantes.
Assim, chegamos em pleno século XXI com o Brasil imerso em corrupção, que como uma nau sem rumo, está a deriva ao sabor de interesses pessoais e de grupos minoritários.
Do ponto de vista político não temos o clássico jogo de poder onde situação e oposição se fiscalizam mutuamente levando a uma tendência de equilíbrio.
Atualmente temos apenas uma gigantesca massa de políticos corruptos traidores da Nação, que atuam como situação ou oposição conforme interesses espúrios e independentemente de ideologia. Todos, de forma mais ostensiva ou velada, rezam pela mesma cartilha onde os mandamentos são imoralidade, ausência de ética, inexistência de princípios, corrupção, venalidade, destruição de valores, desprezo pelo povo, pela coisa pública e pela Nação.
É assustadora a frequência com a qual escândalos são produzidos no país, com o beneplácito do chefe do poder executivo e das mais altas esferas do poder do país.
Mas mídia e povo agem como se tudo fosse normal. Parece que ser brasileiro se reduz a saber cantoralar a primeira estrofe do hino e torcer pelo Brasil na copa.
A indignação e ristência parte de setores minoritários e politicamente fracos para reverter este quadro deprimente, que nega um futuro digno à gerações que ainda nem nasceram.
Neste caos nebuloso que dificulta identificar as forças que agem ocultas, o país cada vez mais se entrega ao populismo por traz do qual existe uma esquerda radical e desonesta que pretende implantar no Brasil um regime totalitário, uma mistura de comunismo com cleptocracia disfarçados de socialismo.
Os indícios, que já se transformaram em provas contundentes, estão nos gestos, nos atos e nas notícias que dia a dia estampam capas de jornais e fazem a pauta do noticiário televisivo.
A corrupção endêmica que corrói as entranhas da Nação em todos os seguimentos, o fortalecimento institucional de bandos criminosos como o MST, a ostensiva amizade e proximidade política de Lula e seus manipuladores com regimes totalitários como o de Fidel Castro e do Irã, o aparelhamento do estado e todo um conjunto de fatos, mostram claramente o rumo que o país está tomando.
Reverter este quadro, ou mudar o rumo nesta altura dos acontecimentos, é difícil. A condição fundamental, que é um povo politicamente esclarecido, não existe. Deliberadamente ou fruto de projeto ardiloso e conspiratório, um ensino de qualidade que é peça chave para criar um povo mais consciente, sistematicamente tem sido descontruído.
Além disso, este quadro não se reverte numa eleição, pois a classe política é predominantemente composta por abutres e hienas carniceiras, o que transforma a democracia numa farsa. Temos o direito de escolher, mas não temos opções decentes, pois o país está corrompido e o processo político funciona com um filtro as avessas, onde os pré-requisitos para entrar para a casta de políticos, são desonestidade, imoralidade e a ausência de princípios éticos. Gente decente não passa no crivo ou simplesmente não sobrevive no ambiente de rapinagem que reina e viceja na política brasileira.
Tirar o país deste atoleiro é um processo lento que só acontecerá quando o povo despertar. Mas não existe um despertador que toca como quem diz: “Acorda! É hora de cuidar do futuro do Brasil e de seus filhos.”
A esperança que resta é uma parcela minoritária da população que tem o entendimento claro do que está acontecendo o do que está por vir. É este grupo que precisa se engajar para acordar o povo. Se esta minoria continuar se mantendo calada e à margem do processo político do país, o mal prevalecerá e o futuro do Brasil é sombrio.
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